The Lair of Seth-Hades: Abril 2011
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

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Pag Seguro - compra dos livros

Carrinho de Compras

sábado, 30 de abril de 2011

AFORA O AFORISMO, É QUE HÁ FORO E DESAFORO


EM.SINA


Muitas vezes, fazemos, tão-somente, aquilo a que fomos ensinados a fazer, sem discernir, ao certo, tais ordenanças sejam educação ou mero adestramento. Ignoramos, também, o rótulo de certo ou de errado que eventualmente pese sobre muitos destes ditames seja algo que nos foi legado, mas que cremos, intimamente nosso, a ponto de não podermos arredar do destino de segui-los... por vezes cegamente...

Francisco de Sousa Vieira Filho

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Conhecer os grilhões que te aprisionam não te torna menos cativo do que os que se julgam livres, sem que o sejam, só te torna mais triste com o viver no cativeiro. De vez em quando, se sente vontade de voltar para a Matrix... 

Francisco de Sousa Vieira Filho
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Vi homens excelentes julgarem se bastarem a si mesmos, contentando-se com suas excelências, regozijando-se tão-somente em terem outros tantos, tão excelentes quanto, entre seus pares, e nada fazerem, nada produzirem de bom, de belo, de novo, de útil, nem mesmo de fútil, motivados sempre por este comodismo e pelo orgulho vão de serem excelentes. Um dia eles morrem e viram nomes de ruas de que ninguém se lembra.

Francisco de Sousa Vieira Filho
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Há um tipo de humildade nobre – a despeito da aparente incongruência entre os termos a que se ladeia – que só se encontra nos mais baixos e nos mais altos níveis. Esta não se vê, corriqueiramente, entre os médios.

Francisco de Sousa Vieira Filho
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The wisdom says:
The dark angel of vengeance
Have no freedom,
But too much power...
Choose one!

Francisco de Sousa Vieira Filho
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IMAGEM: Jose A Gallego 

terça-feira, 26 de abril de 2011

DESMANTELO



DESMANTELO


O amor é muito mais que este vazio
Que insiste, clama por preenchimento
Queda sem tropeço, dor sem linimento
Nada pode revelar, porque é estio

Se fertilidade fosse, quando já se ia
Nessa perspectiva tosca, insana e fria
A qual se abraça e na qual se enreda
A quem só enfoca dissabor e queda

A que, nesta altura, já nem se mensura
Pesada usura a que cobra esta fissura
E já nem se conta, não mais que a ponta
Do iceberg, que, enregela a dor, entonta

Inteligentemente, é que o eco mente
E se até afagos cita, é que nada sente
Se desfaz num reverbério sem desvelo
A traduzir em nada o seu diz.mantê-lo

Francisco de Sousa Vieira Filho

IMAGEM: 32838601_4rpr7WWT_c.jpg [www.zupi.com.br]

quinta-feira, 21 de abril de 2011

RASCUNHO & RATIO

RASCUNHO


Aprecio o quedar-se no rascunho
A beleza que se faça incompleta
Imperfeita, feita o próprio punho
Que, na criação, é desafio esteta,

Torto caminho, para bellum meta
Do que se quis fosse testemunho
Que mais belo do que a linha reta
É aquela, em que, com esse cunho,

Se despeça de pretensão perfeita
E que por amor à linha rarefeita
Nela inda mais gênio se pressinta

É o que sinto, quando, certa feita,
Se um fio escapa por tua nuca e deita
Te faz arte com a mais bela tinta

Francisco de Sousa Vieira Filho
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RATIO

A visão não confere a dimensão
Real, do que, de fato, possa haver
Nem leva à necessária conclusão
De que se baste ver pra conhecer

É estranho se precise ver pra crer
Como estranhos abismos o são
Os que se abrem entre ter e ser
E a tudo nubla, devora a menção

De que pra conhecer só baste ver
Quanto mais se demanda à noção
Quer tenhamos uma tal pretensão

Se é a razão que nos faz perceber
Ou se um dado inda falta pra ver
Que, de amor, careça a equação

Francisco de Sousa Vieira Filho
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FOTO: mool-yer-zeen-ya.tumblr.com [ tumblr_lhussgff801qb97vko1_500.jpg ]

segunda-feira, 11 de abril de 2011

AH, CABE... & SOMENTE

AH, CABE...


Ao cabê-lo
Branco,
Cabedal
De estilos
Destilar
Possibilita
Notas novas
Novos tons
E zona gris,
Se não caiba
A cá, bê,
É ‘a’ inda assim
E ao acabar
Ou ar couber
Com os ‘pelos’
Incabíveis,
E a fazer
Algo inda mais vário
Dos caminhos
Todos
Pelos quais
Possíveis,
À cabê-los
Brancos,
Onde não
Caiba
Mais nenhum
Cabimento

Francisco de Sousa Vieira Filho
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SOMENTE

Somente ela,
Quarto escuro,
Me aquartela;
Ela, meu apuro,
Ela, quarto escuro,
Em que o sol não lida
A só lidar a solidão [nela]
Ela, que é só muro,
Ela, quarto escuro,
Sem janela ou luz de vela
Cadafalso da verdade
Mais verdadeira
E por mais queira
Não há brecha e nem vinco
Mesmo tente com afinco
Nela pode penetrar
Me faltasse o ar
Mas o outro falta
Grave
E agrava;
Memoriza, mas não geme
Não se pode suprir e nem tocar
Neste vazio em que se anseia
É prisão da mais fina teia
Na tecida sem volta e sem retorno,
Que em seu indefectível adorno
Ela é só muro
Ela, meu apuro,
Ela é quarto escuro
Que se há dentre
Haja vários
Este é meu
Este sou
Mas ninguém entra ou sai
- Não se pode penetrar –
Pois somente
Neste cubo caiba [um só]
Bem importa saiba
Solidão é bem maior
Do que se supõe
É verdade que se impõe
Desvarios de saber
Que haja sós
Isolados
Ladeados
A fazerem vibrar na caixa acústica
Numa tentativa rústica [de romper]
Embora pouca nota digam
[Ou pouco possam dizer]
Ao resvalar na superfície uma doutra,
No que, a despeito de tudo, suplicam
[Sem saber]
Que mentira, é fato,
Mas nada entra;
Pois somente, só...
- Nada pode penetrar –
Somente, só,
Somente...

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: sadness_1024x1280byannejulie.jpg

domingo, 10 de abril de 2011

TU ÉS, TREMA... & VÊ! LÊ! JÁ!, A VÊ[R], SÊ, JÁ[R]


TU ÉS, TREMA...


                               A Paulo Leminsk

Se teu corpo nu.vem
Trespassando os véus
Meus sentidos turvem
Me elevando aos céus

Francisco de Sousa Vieira Filho

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VÊ! LÊ! JÁ!,
A VÊ[R], SÊ, JÁ[R]

                               A Paulo Leminsk

Quem me dera fosse fase,
Se fiz, era, não me iludo;
Já não é, se me foi quase,
Mas quisesse fosse tudo.

Francisco de Sousa Vieira Filho 
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FOTO: http://www.tumblr.com/