The Lair of Seth-Hades: Outubro 2010
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

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Pag Seguro - compra dos livros

Carrinho de Compras

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MUDO

MUDO

No quarto-mundo, mudo, muda tudo
Silêncio que esquarteja, eu não me iludo,
Cioso a bem querer que a muda nasça
Mudança que não seja só fumaça

Que vingue, planto o plano e esta ânsia
Varrer-me muito mais que a ignorância
Que eu possa libertar-me, ser prisão,
Aquilo que quis feito ao coração

Quartel, broquel, cinzel me seja fel
Grilhão a.quarto.é.lado que foi céu
Tão logo eu me perca na emboscada
A carne me é posta em cantos cada

Que exposta ela me fica na rubrica,
Do que me quis grafar, e.na.morada,
Comer-me, de bocado, em só garfada
Na dor e no clangor de guerra rica

Morder pitacos d’alma é que se quis
Fazer bem mais que outros, foi que fiz
E ousei beber da dor ignorada
Saber que possa ser da alma amada

Ciente, mais que sente, a se perder
Quisera a só do amor eu pertencer
Mas tempo, sei me falta, e já é.terna
A mente é.de.ficar-me esta caverna

Que a.talho eu, pedaço inda menor
E corto carne, sentido e sentimento
A fluidez deste silêncio me é pior
Se não me tira d’alma um só tormento

É que me quer turvar visão refeita
Espelho, olhar esguelho que me espreita,
Mal possa libertar o que mais queira
Sentir que entender só seja à beira

A desaguar, que o silêncio não desfaz
E nem a dor de em.tender que é fugaz
A fluidez que, já sem sopro, eterna fica
E mata a sede mesmo que me seja à bica

E se tal dor, que seja amor, se faça filha
Por mais pequena, de supor, que seja ilha,
Maior a pena é de saber que a de sofrer
Pois que fizera o não-sentir para não-ser

Ah, poesia, caminho em que se trilha,
Em que mais vasto mundo se palmilha
Um tal querer, que tal sentir e não falar?!
Mais vale senso e direção se for a.mar

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: yayeveryday.com-post-2460.jpg 

domingo, 3 de outubro de 2010

TÁ.TU.A.TEI.HÁ.FOGO

TÁ.TU.A.TEI.HÁ.FOGO

A persistir e tanto fiar
Atei.mar ao corpo teu
E ao sentir que sumos
Ondas suaves a[r]ranha
Tece fotos, quadros e tua pele
Em lembrança inamovível
Na trama tecida és.haurida
E a.teia fogo queima
Mesmo à diz.[tu].ânsia...
Que disto.âncio ãn.seio teu
Andar.ilham dedos
A.saltar a geografia tua
A.lasca fria nua
O círculo de fogo
E tanto atei.mar
Entre arquipélagos teus
Que uni.versos
E uni continentes
Donde só.pra ti
Brisa suave
Em.corte.nada
Sem mim és.quer.ser
E é pôr já.nela
Já.nela.ando
Que me perco
Ser.é.nada
Sê.para ti em.sê.já...
Pra ti em.ti.mar
Em.mar.anhada
A.foi.tu?!
És.culpa d’alma
Teus novos horizontes
E se me conte.nua
Boca gêmea geme junto
Ao lado.e.ando-te
Em.balsa.amada
Transe.tando-te
E te tendo
Sem saber se a.clara
Ou se, ah[!], gema...
E eu, aqui, lendo-te,
No braile da alma
Ao tato agem as polpas
Tá.te.ando-te
E tu.pei tu porto
Em que me aconchego
Ancorado à tua tez [ouro]
A.costa.ela minha
Não de A.dão
Os ais que ela dá
Ela ex-ilha e ponte.ilha
E faz um tanto
Que derruba muros
Sim.gelo o coração
Na inicial timidez
De toda vez
Maravilhado ao ter/ler
E cada vez mais
Nas linhas de tuas mãos
Nas de tua face
Tato.ando a pele inteira
A segredar sem degredos
Meus dedos confiam
Sussurros à pele tua
E a prova de que cora.ação
Que te ver.melha de esguelha
Em cada uma de minhas passagens
A.prece.ando-te aqui
A.flor.ando-te ali...
De flor ando-te também...

Francisco de Sousa Vieira Filho 
ESCULTURA: Gina Cleghini - imaGINArio http://www.facebook.com/home.php?#!/photo.php?pid=137852&id=100001212807319&ref=fbx_album