The Lair of Seth-Hades: 08/26/10
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ú.TER.Ú & ETC...



PERSCRUTAR TEU Ú.TER.Ú

Ao se ler e se admirar quem escreve, se quer, sempre, antever o quanto da alma dele está impressa na escrita, o quanto ele se permitiu aprofundar de si ali, o quanto se perdeu nos meandros dos grafismos no papel. No quimérico mistério, se quer saber o quanto és.finge-dor e quanto dói na esfinge o seu mistério. e quanto mais bela é a escrita, quanto mais profunda e tocante, quanto mais se revela artística e mágica, quanto mais nos toca, maior o desejo de sondar a alma por trás do escrito. Principia-se em pesquisa biográfica e termina com o querer conhecer seus amores e dores, ler as cartas menos artísticas e mais pessoais por ele enviadas, e até a.fagos.citar cada uma de suas menores lembranças como se frases de efeito e balizas do viver. Passa-se a amar cada vez mais a alma do escritor que seu escrito... É que se quer saber, em verdade, quanto há dele no branco entre as linhas, no vão entre as letras, na aspereza impessoal do papel impresso, despido das marcas da passagem de suas mãos, sem a pressão exercida ao grafar cada letra. E se desejaria encontrá-lo ainda no rodapé das páginas à espera de rabiscos e notas que se.quer possam suprir o vácuo sentido...


Francisco de Sousa Vieira Filho


AO EM.BEL.LESAR

Divisar o belo no imperfeito, no falho, no humano, como aprecia o expert na obra antiguíssima, mais as ranhuras que o tempo lhe fez, que as pinceladas do artista, é algo raro, extremamente raro... que se dirá de ver o belo no feio, ou mesmo no grotesco, na arte de cunho soturno, na decrepitude das velhas construções, na madeira podre, naquilo que trás e guarda a mesma marca que nos marca o tempo dos ponteiros. Gostar da vincada pele como goste dos sulcos da rocha esculpida que o tempo pacientemente desgasta – acaso isto não é amor?!...


Francisco de Sousa Vieira Filho
 

A.COSTA.O.MAR

Amar é trabalhoso. Exige entrega e tempo. Conhecer manias, temperos, gostos. Apreciar mesmo o que causa.a.dor de nossa alegria. É o perfeito equilíbrio de se bem-querer neste limiar imponderável entre vício e virtude. São gestos e atitudes, a pontilhar em cada dia caminho que se faz ao fazê-lo. E é zelo, entrega e atenção, no pulsar do coração. De mexer nas fibras mais íntimas, pra, por fim, desconhecer, no bom tecer de cada dia. E é desaprender e a tudo refazer inda uma vez mais, mesmo a despeito de tantos ais. Que a tela da vida se pinta e é nova arte e todo dia. 


Francisco de Sousa Vieira Filho

PRA.LAVRAR VÃO

Algumas palavras são mais que palavras, são frases inteiras, falam muito além do que o seu significado pode condensar em suas poucas letras; outras são textos, a dizerem muito, deveras; mas há aquelas que são livros inteiros e imensos volumes: sussurrar, mordiscar, sorver são bons exemplos... palavras que têm alma maior que seus corpos...

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: suren manvelyan -> http://www.behance.net/paronsuren/Frame/428809