The Lair of Seth-Hades: 08/31/10
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

SÔNIA


SÔNIA *

Em.Sônia habito, no.turno dela. Se dê.pressão, já clar[e]ando, e ao sol chama vá.dia. Em.si.Nero tudo que noites contigo são dias a.menos. Com.prazer-se [nos vícios] há mais. Sol.te és.cravo das noites, ó Lua. Com.tornes és.paços fugi.dia e com ele par.seria. Mas apelo apela pêlos cantos. Se o afeto afeta que e.feito és.calda e corpo inteiro. E és prova.ação com bis à cada noite. Que de su.surros gosta a.gosto: morde.iscar, pés.cá, mãos lá. A saber que não se pé.cá se faz-zêlo. E, com.torce.ida, ela volta tão.bem quanto. Ah.de.vinho o teu sabor. Quis sorver-te boca.e.aberta. Te acho.cola.atada e se.parar-nus não dá. Quer movimento e sempre. E por vingança à costa nua sangra-dor. Que é de se querer a praia toda és.tensão em ondas su.aves. Contra elas, nu, vão piro. Acre.dito que supere.este.mar que ela crê.ser, mas não é nada, e me afoga inda assim. Deste-me.ida, sempre em.volta em mistério. Minha arma.dura fez amoldar-se a si, enquanto falo te rever.ber[r]ou nas fibras mais íntimas. E eu que queria subli.mar-te. Mal.em.tens[o].eu.nado o mar bravio teu e com velas enfunadas – enfim todas. E se mando-ar me falta. Cipó der dê.mando-ti inda mais, fetiche meu. Porque tu és.passos cá.dentes com cheiros és.alados de ti. Mais cá.dentes finco [e com a.finco] até o que és.tem.nu.ar.te. E mesmo nua, diz.vendada para mim. Conheço-te às cegas. E não te toco a tez ouro senão no onírico. Ante.vejo-te o rosto, mas o corpo sorvido é servido em doses fartas sub-lunares. Trás.veste.idas noites de dias inteiros em que me em.si.nua em teus volteios e ciclos. E tornas e voltas sempre a querer mais me com.sumo-ir. E úm.ida volta duas, três e toda vez.  E se parte.ida de todo não se vai, sempre deixa algo comigo. Nova noite, novo dia, novo ar. Menina-mulher-faceira-amada-amante, se cheia, nova, crescente ou minguante, que faz, se amanhã terá de novo?



Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: 66trer.jpg [http://lastnightsparty.com/] - 2010

* minha homenagem ao último e visceral exemplar da revista Trimera.