The Lair of Seth-Hades: A.PRECE.EM.TI
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

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Carrinho de Compras

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A.PRECE.EM.TI

A.PRECE.EM.TI

Água.ar.dar
Que é ardente
A oferenda farta,
Que sem.ti vem.tu
Eriçando pêlos
Cantos e os da grama;
Qual pressentimento
A pressentir tormento;
E é vertigem que verte
Insertas incertezas;
Um palimpsesto a pretexto
De turvar o contexto
De que possa haver
Algo
Pra lá de além
Daquilo que nos [com]vêm,
Sem nem mesmo ver/ter,
Quando tudo então
Nus, falta...
Quando a vista embaça
E o que quer se faça
Não parece palatável
Nem o carinho afável,
Em meio aos destroços,
Ao quebrantar de ossos,
Em que bailam loucas
Estas sombras poucas,
Que, com vozes de veludo,
Seguem roucas,
Engolfando tudo.
E mesmo que a si neguem,
Nesta imensidão,
Que é de pôr só;
Seja de [pôr são];
A depor aqui;
Se dê, por inteiro,
Ao pote, sede
Indecifrável,
Tu

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: minha [ponre estaiada - Teresina - PI]

12 comentários:

Lara Amaral disse...

Assim, sem mais, sede quem se entrega à prece de viver.

Genial, como sempre!

Beijo.

Ivete disse...

És incrível nesta forma diferente de te dizer!

Nina Blue disse...

Francisco, eu gosto da tua escrita com palavras jogando com o pensamento nosso. maravilhoso!

Impulsiva disse...

Não me contenho com a intelectualidade que impõe ao teu jogo de palavras. Incrível!
Adoro vir por aqui, sempre uma surpresa instigante.

Beijos.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Sede tudo, sede entregue [ou entraga], sede santo... e profano a um só tempo...

Bjaum, Lara! :D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Me digo desse jeito louco assim vezemquando :D

Bjaum, Ivete! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Faz parte do jogo que se trava no abismo entre a palavra e o sentido, entre o símbolo e a idéia... poesia, penso, é meio que isto: dizer além, dizer o que o convencional uso da palavra não permite... ;)

Bjaum, Nina! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Obrigado, Impulsiva! :) Jogo entre o pensar e o sentir... é jogo bom, embora reconheça o palco próprio da poesia seja o sentir, mais que o entender... ;) forte abraço, menina! :)

Lai Paiva disse...

Francisco adoro vim aqui e ler-te. Rica leitura. Bj

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Brigadaum, Lai... respiro aqui tua presença... em.rico.ar... ;)

Vanessa Souza Moraes disse...

Aguardemos.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Aguardamos então, Vanessa... Bjaum, menina! ;)