The Lair of Seth-Hades: DE LÍRIOS E DE LUCIDEZ
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

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domingo, 26 de setembro de 2010

DE LÍRIOS E DE LUCIDEZ


DE LÍRIOS E DE LUCIDEZ

Basta olhar os lírios do campo um tanto
A querer bem perscrutar se saiba quanto
Que dor-mente se nos faça a dor alheia
Por seu simples perpassar em outra veia

Qual se a noite aclarasse num decanto
O que a faina de outros ombros nos permeia
Do que, súbito, desperta, e por encanto,
A consciência enredada nesta teia

De olvidar a dor do mundo, o triste pranto
Engana-dor quem fecha os olhos e campeia
A triste senda que, soturna, lhe é por manto

Neste delírio lirial não ouça o canto
Tão densas trevas que, na luz, ele descreia
Com-parte-ilhada a dor do outro seja meia

Francisco de Sousa Vieira Filho 

FOTO: http--yayeveryday.com-post-10722

58 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

A gente olha os lírios, respira, come, acorda e dorme, toma um banho, estuda, trabalha, cumpre a agenda.

Mas algumas dores são intransferíveis.

Úrsula Avner disse...

Olá poeta,

em seus "(de)lírios " poéticos, a lucidez de quem escreve com o coração e a razão, que lhe permitem versejar com desenvoltura e beleza. Grande abraço.

Cris de Souza disse...

De lírios e de lucidez, o arranjo borda a tez.

Beijo!

Wagner Ortiz disse...

Soneto maravilhoso rapaz! Isso é uma jóia que poucos fazem!
Parabéns!

Zélia Guardiano disse...

Querido Francisco
A mim, para me encantar, já me bastaria o último verso:
"Com.parte.ilhada a dor do outro seja meia"
No entretanto, tenho o soneto todo...
Maravilha, meu grande poeta amigo!
Abraço apertado!!!

Lara Amaral disse...

Compartilhada a poesia, seja o dobro, inteire a todos que a leem.

Lindo, lindo seu poema!

Pólen Radioativo disse...

Como pode nos ser estranha "a dor alheia"
"Por seu simples perpassar em outra veia".

É, Chico... Tão pouco pode nossa imaginação com o que se trans.fere e é sentido pela carne que não é a nossa.
Nem toda a compaixão resistiria a um talho que fosse da dor do outro sentida. Daí, de alheia, passaria a ser nossa. E quem sabe até nos mataria.

Muito lindo, Chico!
Transfusão de poesia para minhas veias.
Beijos e Cheiros...

António Rosa disse...

sempre a hesitação entre a razão e o sentimento. gostei. abraço.

tonhOliveira disse...



Com.parte.ilhas-te de soneto!

:)

menina fê disse...

compartilhar é dar-se para o outro sem sombras. lindo.

bjs meus

betina moraes disse...

francisco,

estou com uma certa raiva agora... a consciência é mesmo uma prisão! como é que vou fazer com o meu tempo (curto, curtíssimo!) para ler e comentar sua obra tão magnífica? não era melhor que eu ficasse quieta na minha ignorância e deixasse de conhecer os teus excelentes versos? não sentiria culpa por não vir, não sentiria que estou perdendo nada de importante, não teria qualquer ligação com seu trabalho...

depois de vir e conhecer, não poderei passar sem ler o que você escreve! será um dádiva angustiante ler uma poesia bem escrita em um tempo de tanta correria e pouca coisa para se guardar de bom.

em que armadilha você me pegou...

Domingos Barroso disse...

Ler teus poemas,
ouvir teus poemas,
é para mim uma busca insaciável
(e encontros formidáveis)
entre imagens tão bem traçadas
e suspiros tão cortantes.

Forte abraço,
irmão.

aluisio martins disse...

amigo, permita-ma assim chamar-lhe, pois se conhecidos não somos com so apertos de mãos do cotiano, nos sabemos nas noites das palavras, quando o silêncio grita mais e que os teus, isso que não sei dar nome, mas sinto enorme.mente outros ser de mim, sendo outro mais eu mesmo. tua poesia é certa, seta que nos a.tinge em cheio com cores de.lírios. Olhai... Sempre...
abs

nydia bonetti disse...

Belíssima construção Francisco. Na poesia, almas se tocam. Compartilhada dor - e delicias. Abraços!

nydia bonetti disse...

OBS: Que bom que tirou o som do blog, Francisco. Na minha opinião, poesia deve ser lida no silêncio. :) Já este sininho é um ótimo fundo para leitura. Bjo!.

Pistoleiro Corvo disse...

"Tão densas trevas que, na luz, ele descreia..."
Misterioso e poderoso!
Gostei demais!
Abraços!

Valéria Sorohan disse...

Temos que fazer tudo que temos vontade. A vida fica muito mais gostosa assim.

BeijooO*

Insana disse...

Maravilhoso.

bjs
Insana

Mateus Luciano disse...

de lírios e de lucidez
rima e impressionante
como sempre
'velho Chico '
de muito bom gosto
a propósito qual noite aclarasse num decanto...

Cynthia Osório disse...

me pego delirante na lucidez desses versos!! Bravo!!

Chili_Blond disse...

Uau... ameiii *-* tah demaiiis ;DD

Lua Nova disse...

Não tenho muita competência pra dar opinião a um poeta como vc, Francisco, então vou falar de sentimento: adorei! Sua capacidade de trabalhar as palavras, às vezes reforçando, às vezes contrariando o sentido original, mas sempre entrelançando-as aos seus significados, é surpreendente.

"Com-parte-ilhada a dor do outro seja meia."
Sensacional.
Sem falar na sensibilidade e na sutileza, tão oportunamente presentes.
Beijokas e parabéns.

Branca disse...

Compartilhadas, as emoções são multiplicadas, as tristezas são divididas, e, vamos seguindo, com a certeza de que só somos felizes em pares...

Bonito seu espaço!
Tenha uma boa semana!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

A gente olha os lírios, respira, come, acorda e dorme, toma um banho, estuda, trabalha, cumpre a agenda.

Mas algumas dores são intransferíveis.


Vanessa Souza Moraes

Instransferíveis, penso, talvez sejam até todas, mas se sente... ;)

Bjaum, Vanessa!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Olá poeta,

em seus "(de)lírios " poéticos, a lucidez de quem escreve com o coração e a razão, que lhe permitem versejar com desenvoltura e beleza. Grande abraço.


Úrsula Ávner

Venho da trilha da razâo para a do sentir Eu me em transe.tando entre dois mundo :D

Bjus mil, Úrsula! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

De lírios e de lucidez, o arranjo borda a tez.

Cris de Souza

Obrigado pelo carinho de sempre, Cris! Bjaum, menina! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Soneto maravilhoso rapaz! Isso é uma jóia que poucos fazem!

Wagner Ortiz

Pobre de Jó.ía... :) Obrigado, Wagner, seja bem-vindo neste nosso canto... :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Querido Francisco
A mim, para me encantar, já me bastaria o último verso:
"Com.parte.ilhada a dor do outro seja meia"
No entretanto, tenho o soneto todo...
Maravilha, meu grande poeta amigo!
Abraço apertado!!!


Zélia Guardiano

Em.cantos não excludentes é o teu abraço com palavras aqui e sempre...

Forte abraço, Zélia... bjs mil! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Compartilhada a poesia, seja o dobro, inteire a todos que a leem.

Lindo, lindo seu poema!


Lara Amaral

Inteiremos a parte nossa ao todo... :)

Bjaum, Laritcha! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Como pode nos ser estranha "a dor alheia"
"Por seu simples perpassar em outra veia".

É, Chico... Tão pouco pode nossa imaginação com o que se trans.fere e é sentido pela carne que não é a nossa.
Nem toda a compaixão resistiria a um talho que fosse da dor do outro sentida. Daí, de alheia, passaria a ser nossa. E quem sabe até nos mataria.

Muito lindo, Chico!
Transfusão de poesia para minhas veias.
Beijos e Cheiros...


Adriana Araújo - Pólenradioativo

É isso aí, Dri... faz um tempo veio um cabeludo ao mundo que andava descalço, não tinha nada, exceto a túnica que lhe cingia os lombos e a despeito de tudo foi o mais feliz dos felizes e que dizia para nos amarmos uns aos outros como fórmula para a felicidade que ele desfrutava... dele fizeram templos e ornaram com jóias e ouro e os que se dizem seus seguidores são os que mais ostentam, ao que passo que ele, por teto, só tinha o céu abobadado sobre a cabeça e nem uma pedra por sobre onde recostá-la... mas amava e era feliz ainda assim... quanto nos falta pra crer que, como disse certa menina outro dia, a felicidade pede tão pouco... :/ os apelos do mundo urgem e viver a poesia quando o mundo pede mesa e lida é sobremaneira duro... é meu quinhão de dor que trago comigo... uma dor que quer tentar compreender as outras dores...

Bjs, menina! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

sempre a hesitação entre a razão e o sentimento. gostei. abraço.

Antonio Rosa - Cova do Urso

É o que dizia pra Úrsula, 'em transe.tando entre dois mundos' :D

Forte abraço, Antonio! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...



Com.parte.ilhas-te de soneto!

:)


TonhOliveira

Se ponte.ilha mais que o ponto.ilha, com.parte.ilha o ex-ilhado... :)

Forte abraço, Tonho! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

compartilhar é dar-se para o outro sem sombras. lindo.

bjs meus


Menina Fê

...é oferecer ilha de refúgio onde o outro possa te encontrar e sempre...

:)

Bjs mil, Menina Fê! :)

P.S.: vc tem o dom...

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

francisco,

estou com uma certa raiva agora... a consciência é mesmo uma prisão! como é que vou fazer com o meu tempo (curto, curtíssimo!) para ler e comentar sua obra tão magnífica? não era melhor que eu ficasse quieta na minha ignorância e deixasse de conhecer os teus excelentes versos? não sentiria culpa por não vir, não sentiria que estou perdendo nada de importante, não teria qualquer ligação com seu trabalho...

depois de vir e conhecer, não poderei passar sem ler o que você escreve! será um dádiva angustiante ler uma poesia bem escrita em um tempo de tanta correria e pouca coisa para se guardar de bom.

em que armadilha você me pegou...


Betina

De uma só com.parte.ilhada te deixei em.cruz.ilhada... :D

Bjs mil, Betina! Tu a.prece.ande sempre aqui... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Ler teus poemas,
ouvir teus poemas,
é para mim uma busca insaciável
(e encontros formidáveis)
entre imagens tão bem traçadas
e suspiros tão cortantes.

Forte abraço,
irmão.


Domingos Barroso

Sus.piros cortam antes... :)

Forte abraço, Domingos!

Tua poesia de sentir me é irmã também, venho da trilha do pensar em direção a ela...

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

amigo, permita-ma assim chamar-lhe, pois se conhecidos não somos com so apertos de mãos do cotiano, nos sabemos nas noites das palavras, quando o silêncio grita mais e que os teus, isso que não sei dar nome, mas sinto enorme.mente outros ser de mim, sendo outro mais eu mesmo. tua poesia é certa, seta que nos a.tinge em cheio com cores de.lírios. Olhai... Sempre...
abs


aluisio martins

a.tingir de cores fortes e até preto e branco quando necessário...

:)

Amigos se é e muito quando nos sabemos nas noites das palavras, quando o silêncio grita mais

:)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Belíssima construção Francisco. Na poesia, almas se tocam. Compartilhada dor - e delicias. Abraços!

OBS: Que bom que tirou o som do blog, Francisco. Na minha opinião, poesia deve ser lida no silêncio. :) Já este sininho é um ótimo fundo para leitura. Bjo!.


nydia bonetti

Na poesia, almas se tocam.

Ah, a música meio que casava com o clima soturno do blog, mas tirei pra fazer um teste. Noto fica menos poluído e permite concentrar-se mais... não foste a primeira a aconselhar, o que denota o conselho é mais válido ainda... :)

Bjaum, nydia! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

"Tão densas trevas que, na luz, ele descreia..."
Misterioso e poderoso!
Gostei demais!
Abraços!


Pistoleiro Corvo

Valeu! Forte abraço, brother! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Temos que fazer tudo que temos vontade. A vida fica muito mais gostosa assim.

BeijooO*


Valéria Sorohan

Sim, mas que um dia venha a vontade de olhar os lírios também... :)

Bjaum, Val! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Maravilhoso.

bjs


Insana

Mar.a.vi.ilha... :D

Bjs, In-sana! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

de lírios e de lucidez
rima e impressionante
como sempre
'velho Chico '
de muito bom gosto
a propósito qual noite aclarasse num decanto...


Mateus Luciano

A.clara ou ah.gema?! :D rs...

Forte abraço, Mateus! Bom te ver por cá... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

me pego delirante na lucidez desses versos!! Bravo!!

Cynthia Osório

Que é de.lira! :D

Bjs, Cynthia! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Uau... ameiii *-* tah demaiiis ;DD

Chili_Blond

Oi, menina "Chilena", andei sumido lá, mas logo a.ponte.ilhando lá... :D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Não tenho muita competência pra dar opinião a um poeta como vc, Francisco, então vou falar de sentimento: adorei! Sua capacidade de trabalhar as palavras, às vezes reforçando, às vezes contrariando o sentido original, mas sempre entrelançando-as aos seus significados, é surpreendente.

"Com-parte-ilhada a dor do outro seja meia."
Sensacional.
Sem falar na sensibilidade e na sutileza, tão oportunamente presentes.
Beijokas e parabéns.


Lua Nova

Oi, Lua, ligue não, opine sempre... a competência se oferta quando se mostra nu... escrever é desnudar-se e nem sempre o que a nudez revela é belo ou digno de apreciação... queira a Divindade o que a nudez minha revele seja bela quanto possa e sempre... ;)

Bjs mil! E bem-vinda por cá... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Compartilhadas, as emoções são multiplicadas, as tristezas são divididas, e, vamos seguindo, com a certeza de que só somos felizes em pares...

Bonito seu espaço!
Tenha uma boa semana!


Branca

Felicidade é al.ter.idade pra compreender que só se é feliz se junto... sê.junto é ser junto se conjunto... ;)

Bjaum, Branca! ;)

dade amorim disse...

Tão bem construído assim, só mesmo em delírio de perfeição.

Abraço, Francisco.

Marcio Nicolau disse...

"os lírios do campo" de Veríssimo e tua sempre lúcida, transLúcida,
poesia.

bruna disse...

Achei lindo o poema, e adorei a comparação que fez no meu blog *_*, sou fã deles.
Beijos

Andrea de Godoy Neto disse...

Francisco, esse teu soneto é maravilhoso! E não bastasse isso ainda me traz à mente Fernado Pessoa

lucidez de.lírios!

beijo grande

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Barroco como o barro de Eva.
Congratulações, poeta do Delta do Parnaíba.

Lou Albergaria disse...

Linda poesia! Mas preciso ler com mais calma, pois sua poesia é complexa demais. Muita informaçãoe e imagens.

Obrigada pelo carinho e atenção!

BEIJO GRANDE!!!!

José Carlos Brandão disse...

A lucidez turbada pelos delírios. Mas a beleza dos lírios por cima, com seu perfume, sensualmente.
Soneto inquietante, poeta.
Abraços.

Nina Blue disse...

Francisco, andei meio sei-lá-o-que,
mas teu poema teve o meu querer acordado.
Lindo como sempre, aliás...

. intemporal . disse...

.

. bel.íssima ode a des.maranhar a ascese dos sentidos .

.

. onde as teis im.pávidas podem também ser dádivas .

.

. e,,, .

.

. abraço.te .

.

. paulo .

.

Primeira Pessoa disse...

francisco,
eu não lia um soneto desde que augusto dos anjos era meino no engenho de pau d'arco.
tarefa difícil, seo menino.
cê nãoé fácil, não.

abração do

r.

Eliana Mora [El] disse...

tua bela escrita, um soneto;
a dicotomia sonho-lucidez devidamente deli/rante

beijo,
El

Í.ta** disse...

tua construção poética propõe tantas leitura, mas tantas leituras.

excelente, meu caro. o texto impondo ao leitor ações.

venha ao um-sentir e veja um pouco de começos de romances :)

grande abraço

Lou Vilela disse...

Lindo, desde o título!

Abraços