The Lair of Seth-Hades: [SEM TI] AQUI & SIM, TU
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

[SEM TI] AQUI & SIM, TU



[SEM TI] AQUI

Saudade de não sei quem
Vontade de não sei quê
Que arde eu não sei onde...

Saudade é [uma idade]
Que [é feito] borboleta
Ao sol se [rema é dia]

A lua pinga gotas
Colírio para [ar]dores
A alma se sacia

E segue um novo dia
Qu[eu] sol faz esquecer
Saudade de você

Francisco de Sousa Vieira Filho
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SIM, TU

[Sem ti] aqui
Em tarde ser
Que ela foice
Amanhã sendo
A-fagos[cito]
Que, ah, [sim, tu]

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://yayeveryday.com/post/983

53 comentários:

Pólen Radioativo disse...

Menino, que coisa mais linda!!!!

...E se chove saudade/surge um lindo arco-íris em (con)fusão com a luz de um (sol)riso...

Pólen Radioativo disse...

"Senti aqui
Entardecer..."

Perfeito!!!

A imagem também é belíssima.

Mulher na Polícia disse...

A poesia é abusada...
Brinca como criança com as palavras
E faz mágica com os sentidos.
Que criativo!

Beijos!

Nadine Granad disse...

Francisco:

Sensacional!!!
Múltiplas leituras... a saudade mero pretexto para exalar brilhantismo!


Abraços carinhosos =)

Lara Amaral disse...

Poemas que dão uma pontadinha de saudade... tão bonitos!

A imagem é muito show tbm!

Beijo.

Adriana Karnal disse...

Francisco,
Adorei o diáçogo entre os poemas...gosto dessas metáforas de borboletas, e o voo da distância.

Lívia Corbellari disse...

a imagem é perfeitaaaaaa

Grafite disse...

belas palavras!

beiijo...

Sylvia Araujo disse...

Francisco, a coisa mais bonita que existe em ser poeta é poder traduzir o intraduzível com tamanha beleza e integridade.

A(h) foice? O Mar(telo)!

Um sopro, um acalento, um abraço apertado pra (rema é di ar)

Vanessa Souza Moraes disse...

A alma, se existisse, seria insaciável.

Ava disse...

Moço, adorei a linguagem poética "...A lua pinga gotasColírio para [ar]dores
A alma se sacia..."

Puxa, poemas que é uma ode a saudade...
Amei de paixão...


Beijos e saudades. Literalmente...rs

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, menina! E obrigado por polinizar aqui também... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

A poesia é abusada...
Brinca como criança com as palavras
E faz mágica com os sentidos.
Que criativo!


Mulher na Polícia

Abusada, infringidora de regras, não à toa rima rebeldia... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Brigadão, Nadine! Sempre me honrando com sua presença e carinho por cá... Já diria Mandela, brilhemos, deixemos nossa estrela brilha para que os outros se sintam à vontade pra se permitirem também! ;)

Beijão, menina!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, Laritcha! sal-dade, sal da terra; a-cal-lenta desterra... :D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Waw! Acertaste na mosca, Dri! Vôo da distância que, volta sempre, revisita e pousa em flor ;)

Beijão, Adriana [que é Karnal], mas tem Alma das mais sensíveis que já "vi"!

;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Fico mó tempão fuçando a net até encontrar uma imagem que case bem com os poemas... a idéia do blog chega a ter uma roupagem mais interessante que a do livro [impresso], a ilustração é pensada por quem escreve... ;)

Beijão, Lívia Cor! :D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijo, Grafite! Seja bem-vinda a rabiscar e grafitar por cá! :D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Ow! Brigadão, Sylvia Araújo! Sal-dade, sal da terra; a-cal-lenta desterra...

Traduzir o intraduzível é o mote da poesia... outro dia falava disso aqui em [DE TINTA E CUNHA]... ora escrevo, pois palavras são somente símbolos e nada além – e mais importam as idéias a que elas palidamente tentam se reportar e representar, ocultando-as sob o véu e a máscara. Escritos, sejam lá quais forem, falam quase sempre do que não podemos transmitir a outrem com nossos signos primitivos. Já o dissemos, ousar escrever é reconhecer, sem frustração, nossa incapacidade de comunicarmos certas idéias e sentimentos – e, sobretudo, perceber haja beleza nisto.

Beijão, menina! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Acaso é cousa outra aquilo que chamamos ser humano, senão um eterno insatisfeito, imperfeito, mas perfectível, que sempre quer mais: mais saber, mais aprender, mais amar, mais ser?!

Alma somos; corpo temos...

Beijão, Vanessa! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Saudade em igual medida, querida Ava! Sua presença floriu o covil de Seth-Hades hoje! ;) Enorme xêro, menina! :D

Eliana Mora [El] disse...

a tarde 'foice' amanhã

muito bem colocados e inspirados teus jogos/palavras

!beijo.
El

Wania disse...

Francisco

Adoro esta brincadeira com as palavras propiciando muitas leituras para os olhos que as leem!
Lindo o teu "brincar" poético... isso ameniza a ausência, sem dúvida!

Bj grande

L. M. disse...

Nossa, é difícl até comentar algo... Traz sensações difíceis de enxergar, de tão profundas... Parabéns.

Juliana. disse...

Ai que lindo Francisco, que criatividade e emoção, a saudade dói realmente a alma e enfrenta a dor a cada novo dia!
Um abraço
Juliana

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

a tarde 'foice' amanhã

Beijão, Eliana Mora! Vivo [virtualmente] em blinks e flashs, ora sumo ora volto... mas cá estou. Beijão!!!

;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, querida Wania!!! Capsulas homeopáticas pra ausência e pra saudade... :D

Beijão!!!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Sentir deve bastar... é poeta quem se permite dotar de sensibilidade tal que divise a maldição e a maravilha que há em existir; e isto por vezes a tal ponto que, quando extravasa, ele precise exteriorizar de algum modo [pra que talvez não se veja engolfado pelo que lhe foi dado “ver”]. Assim, pode-se ser poeta e escrever, mas poesia é visão de mundo, perspectiva – vai além [muito além] da mera escrita – é poeta quem poeta vive!

Beijão L.M. ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Forte abraço, Juliana!

Em frente hemos... ;)

cirandeira disse...

Só mesmo quem é poeta consegue dar
à saudade(esse sentimento tão particular), o seu verdadeiro sentido...PARABÉNS!, poeta.

Um abraço

Juan Moravagine Carneiro disse...

meu caro a estética de seus trabalhos são incriveis

imenso abraço

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Obrigado, cirandeira! Saudade é sentir que sentido aponta para o outro... ;)

Forte abraço! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Digo o mesmo, sem qualquer condescendência, mas com propriedade... já apreciava o Branco de Rembrandt e achei muito massa a proposta [e seus textos] no homens hediondos... genial! ;)

Forte abraço, Juan Moravagine! :D

A Mina do cara! disse...

muito legal!
gostei demais!!

um abraço

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Vaeu! Forte abraço, Mina do Cara! :D

Moni. disse...

Dois poemas-presente, para quem os lê.

No segundo, fazes mágica com as palavras...

Perfeitos!

Beijos, Moni.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Abra(ca)Debra :D

Beijão, Moni! ;)

Rafael Castellar das Neves disse...

Muito bom seu texto...gostei do estilo!

Aproveitando: muito boa a escultura também...

[]ss

renata carneiro disse...

saudade cabe, em quem vivo está.
beijo!

Valéria Sorohan disse...

Simplesmente... genial!!!
Feliz com sua presença no meu novo espaço.

Ava disse...

Bom dia, moço!

Adorei o xêro...rs

Talita Prates disse...

muito bom, Francisco!

um bjo,

Talita.

Karine Melo disse...

Poemas lindamente escritos!

beijos :*

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Rafael Castellar, seja bem-vindo!

Pessoalmente julgo seja estilo sinônimo de estagnar; bem por isso transito por muitos [se observar alguns posts abaixo há de notar]. Só desejo poder me libertar um pouquinho mais da forma-vício...

Forte abraço, amigo, e volte sempre por cá - a casa é nossa.
:D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Concordo plenamente, Renata, os espinhos que ladeiam o caminho não servem pra nos machucar ou matar, mas pra nos alertar e prevenir de desviarmos do caminho... :)

Forte abraço, menina! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Não deixe de avisar quando mudar... adoro teus espaços, menina! ;)

Beijão, Valéria Sorohan! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Ava! Boa noite! Saudade docê! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Valeu, Talita! Beijão, menina! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Seja bem-vinda por cá, Karine! ;) Beijão! :D

Erica Ferro disse...

Gostei da tua poesia brincalhona.

Um abraço.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Brinquemos, pois... mudaste de blog?

Beijão, Erica! ;)

nydia bonetti disse...

Que bonitos estes teus últimos poemas, Francisco. Gosto muito dos teus versos livres. Na verdade, tenho uma certa dificuldade em ler sonetos. Estou aprendendo com você e o Pimenta:) beijo!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Que bom que gostou, Nydia! Pouco a pouco, estou me alforriando da forma e da estrutura rs... estes cá, além da brincadeira com as palavras e de os versos serem livres, o sentimento que os imbuiu e o sentido que quis expressar saíram bem precisos com o que me propus - por isso gostei inda mais...

Beijão!!! ;)