The Lair of Seth-Hades: O POETA PENA
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

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quinta-feira, 25 de março de 2010

O POETA PENA



O POETA PENA



Qual ferreiro qu´entre o malho e a bigorna 
Molda o frio aço com o labor de sua arte 
Dobra e verte, corta e mexe, mutila e orna 
Quer extrair do coração seu peso e parte

E quer que seja água o que lhe verta, morna
Se na frialdade arranca um quase-enfarte
Sendo a si que vê no caldo a que entorna
Pois no imo-palco quem sussurra é Marte

Mapa, trilha ou talvez até um mero encarte
Que da vida se é a divisa, ou o que contorna
Sede tal dum rio infindo para que se farte

E ao calor, um pouco mais de si enforna
Quer seja brasão, seja mesmo um baluarte
Aquele pouco que do caldeirão retorna

Francisco de Sousa Vieira Filho


ARTE:  http://webdesignledger.com/wp-content/uploads/2010/03/architecture_photography_6.jpg

48 comentários:

Lara Amaral disse...

Tudo bem que eu precise ler umas três vezes o que vc escreve para entender, problema meu, falha minha, rs, mas ao sentir o peso de todos esses versos, principalmente desses:
"Mapa, trilha ou talvez até um mero encarte
Que da vida se é a divisa, ou o que contorna
Sede tal dum rio infindo para que se farte"
Faz todo sentido ficar aqui para descobrir, e faz toda a diferença para mim =).

Genial, Francisco.

Beijo.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, minha cara Lara, ;) Que se debruce e dedique tempo para que compreenda não é nunca falha sua... os amigos sempre dizem escrevo muito complicado [poesia então rs...] Aqui e acolá fujo à regra... rs... :P

Este cá é um pouco metalingüístico, como tem sido hábito. Fala de comparar o trabalho do ferreiro ao do poeta, com a diferença de que o que ele [o poeta] molda não é o aço da espada, mas a si mesmo é que burila, e de si quer retirar uma parte, um pedaço que quer mostrar. E o pedaço propício é bem do coração - pequenina fração de sua alma para que se mostre aos outros... a referência à Marte [deus da guerra] no imo-palco [palco íntimo], no que creio seja o único campo de batalha legítimo, onde as verdadeiras são travadas, remete exato a isso, a esse processo de extração, labor quase belicoso [e não-tão-fácil]... o resto - como a poesia de vera - é mais mesmo só sentimento, só feeling, nem tanto compreensão, senão aquela que pode ter o coração... E, decerto, percebi em tuas palavras, foi a que teve - e isto basta...

;)

Beijos mil, menina!

:D

Valéria disse...

Árduo!

Sem palavras (texto difícil)..rs

BeijooO'

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, Valéria... :) Denso mas não-intimista... ;) existe um certo esforço, vá lá, mas o prêmio é bom! :D

Í.ta** disse...

texto difícil é texto bem escrito. é texto que exige por demais do leitor. o que acho ótimo. e tuas referências e teu estilo são muito coerentes. gosto muito.

grande abraço!

Costureira de estrelas. disse...

Muito obrigada pelo carinho! =)
Vc escreve mt bem ^^
Um beijo =*

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Í.ta**, que bom que gostou, mas - confesso - por vezes exagero rs... Forte abraço, meu amigo! :D

Fred Matos disse...

Ótimo soneto, Francisco.
Grande abraço

cirandeira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cirandeira disse...

Ainda não conheço todos os teus poema, mas os que já lí me levaram mais a pensar do que a sentir. Não vai aí nenhuma crítica, creio que essa é a tua forma, teu estilo de fazer poesia. E acho bom que sejamos levados a refletir, a ler e
reler para pensarmos melhor. Achei interessante tua explicação sobre o poema.Essa interação entre autor/leitor é sempre bem vinda!


Abs

José Carlos Brandão disse...

Gostei, Francisco. Profusão de imagens, poema que se cumpre como poesia.
Abraços.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Costureira de Estrelas, tudo bem? Há dois espaços bastante singulares na blogosfera pela beleza do layout e das imagens e das cores - e que só encontrei similar um par: o seu Costureira de Estrelas e o encantaventos

Seja bem-vinda!

;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Valeu, Fred, forte abraço! :D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

É o que mais gosto, cirandeira, este contato é que ajuda a divisar novas perspectivas, novas visões e ampliar horizontes... :D Ah, também há aqui poesia mais pra ser sentida que as de fundo racional... sugeriria a "Experimento" ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Valeu, José Carlos, forte abraço! ;)

Silvia Masc disse...

Quanta generosidade Francisco tem esse poeta, muito lindo. extremamente proveitosa a resposta ao comentário da Lara.
Obrigada.

Se vc puder, veja o motivo da minha inspiração no Longevidade.

beijinho

Juliana. disse...

Perfeito!
Perfeito!
Beijos Francisco!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, Silvia, e obrigado pelo elogio... generoso espero ser sempre, sobretudo quando case com sincero... fora isso, já disse em comentário anterior, a Lara meio que me lê os pensamentos - certa vez pus um poema que imaginava ninguém pudesse compreender de tão intimista e ela compreendeu... fiquei impressionado... :D ah, verei sim, pode deixar... ;) estou meio ausente por lá de comentários, mas passo sempre [é que toda quinta e sexta viajo a trabalho e só volto sáb. por volta das 16hs] :D

Beijo, menina, e mais uma vez muito obrigado! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Juliana, seja bem-vinda, menina! Que bom que gostou! Beijo! ;)

Juliana Carla disse...

Boa noite Francisco

Na forma bruta só de sentir com o coração vemos obras lapidadas... Assim como seus próximos versos... Daqui a algumas horas teremos mais uma bela poesia!

Bjuxxx e xerooo querido

Ps.: estou como a Lara Amaral – lendo e relendo.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Juliana, boa tarde já rs... a martelada final do lapidar vem dos olhos que lêem e do coração que interpreta... ;) Lara foi precisa nesse intento, creio que você também... ;)

Beijão, menina! :D

Léo Santos disse...

O poeta pena! É o negócio é a ferro e fogo hein! Por isso mesmo é que não me atrevo a poetar, não teria forças para fazer imergir os versos em brasa e acabaria me queimando! Mas tu manja da coisa! E, vem cá... Tô esperando os contos hein! Prometestes!

Um abraço!

Mai disse...

É o ferro que forja o couro. Os versos tatuam-se da pele do poeta.

Um texto duro e sacrificial.
Afinal martelo, bigorna são ferramentas do artesão e do carpinteiro e nada belo vem sem dor. bjos

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Valeu, Léo... cuidado que logo acaba descobrindo que forças tem de sobra, já que poetisar parece ser viver e não escrever... :D ah, em tempo eu ponho os contos, I promisse! :)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

nada belo vem sem dor

Certas verdades parecem se impor pela força irrefragável da evidência...

Beijão, Mai!

:)

nosbor.araujo disse...

3/28/2010
Anta Lógica



Algo maior do que não se pode pensar é a separação daquilo que se pode pensar, por qualquer regra em mente, não existe nada maior na realidade, enquanto estiver buscando o maior, ou o menor, continuas separando; portando o diabólico discurso. Não existe contradição entre o maior e o que não se pode pensar, entre o menor e o que se pode pensar?


Não existe conclusão para o que passa entre realidade e pensamento, pois apenas passa, nunca será.


Portanto: todo deus é minúsculo diante do grande nada, e passa como as galáxias de distâncias que não serão medidas.
Postado por Robson

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Belíssimo, Robson... ainda tento entender algo do jogo de palavras do noumênico nada... Nietzsche, Kant ou talvez Wittgenstein dissessem mais... :P inda consigo ;)

Forte abraço, amigo, e seja bem-vindo!

:D

guru martins disse...

...é o
ferreiro!!!!

grande abraço

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Forte abraço, guru! Andas sumido... :)

Paulo Jorge Dumaresq disse...

Em "O poeta pena" a poesia basta a si mesma. Versos cumprem a missão de decodificar o pensamento do autor a ferro e inspiração poética. Surge, então, o poema (bem) acabado. Parabéns, Francisco.

Ava disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ava disse...

Francisco, acho eu que moldar o ferro a malho e bigorna, seja mais fácil que moldor que a nossa alma...
É forte esse " se na frialdade arranca um quase-enfarteSendo a si que vê no caldo que entorna..."

Voce as vezes vai fundo, moço!


Beijos e carinhos meus!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Paulo, obrigado! À ferro e fogo, sigamos vivendo e poetisando [embora eu creia sejam a mesma coisa]... ;)

Forte abraço!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Ava, saudades de você por cá... parece que moldar a alma é sempre mais árduo e duro e sofrido e... enfim... "É"... Beijão, menina! ;)

Sylvia Araujo disse...

Rapaz, quantas imagens em um texto só. Confesso que ainda estou meio atordoada e que é provável que tenha que reler mais algumas vezes até ser capaz de absorver tudo.rs
É incrível esse seu metralhar tão intenso, que te faz ser esse poeta que é.

Beijomeupravocê

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijos mil, Sylvia!!! Seja bem-vinda... ;)

Seja então um metralhar que tire o ar, mas que traga vida... :D

Geraldo de Barros disse...

Todo poeta é único, por guardar em si os mais variados universos.

Parabéns pelo espaço, poeta!

Um abraço,
Geraldo.

líria porto disse...

sabe francisco, quando leio um soneto assim, bonito, bem elaborado, dá uma inveeeeeeeeeeeja...

besos

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Geraldo, tudo bem?

Engraçado que acertou em cheio o que acredito. Iniciei a dedicatória do livro LIRA ANTIGA BARDO TRISTE com os seguintes dizeres:

A Deus, por ter feito repousar no âmago de cada seu filho o Mapa e o Caminho que levam ao Tesouro Maior, além do próprio Tesouro. E, mais que isso, por nos haver dado forças para — tomando o Mapa em mãos — desbravarmos estes tão antigos, misteriosos e singulares Universos que fez pôr nos corações, em cada um deles. Afora tudo o mais, pela “dádiva maior” e pela sensível presença durante todos os dias de minha vida.

Forte abraço, amigo, seja bem-vindo por cá!

:)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Ah, Líria, se soubesse quantas vezes senti inveja ao ler teus escritos... ;) Beijão!

sarah disse...

Parabéns, teu blog é lindo .
Obrigada pela visita !

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Valeu, Sarah, beijão! ;)

Hana disse...

Olá, muito obrigada por seu afeto em meu blog,Eu li seu post mais uma maravilha que alimenta a alma, mas não tenho sabedoria pras deissecar um poema, sinto tanto...mas olha assim como muita gente admiro todas os post que li, vc tbém planta semente aki, semente de amor, isso é lindo.
com carinho
Hana

Lara Amaral disse...

=)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, Hana... andavas sumida... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Deu o que falar, [cara] Lara! ;) Beijo!!!

BAR DO BARDO disse...

... à pena do poeta parnaso... voar...

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Ultra-parnaso rs... mas deste me apego mais que outros... retrato-d´alma... ;)

Forte abraço, Bardo!