The Lair of Seth-Hades: GNOTHI SEAUTON
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

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Pag Seguro - compra dos livros

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domingo, 11 de abril de 2010

GNOTHI SEAUTON



GNOTHI SEAUTON *


Das coisas do espírito, não se tem, se é
Das coisas que do corpo só provém, má-fé
Se quer a si guardar um só vintém que até
Acaba a si perder, sem saber quem, que é

Na tola luta vã que em teu porém te quer
Desprezas, que se é, ao que se tem qualquer
Que seja uma tal nota do que bem quiser
E ao mais se faça troça dos que sem um é

Ignora a si consuma em fogo sem Javé
És servo de Mammon, de quem se diz Pajé
E ‘ele’ que não serve a um ninguém, sequer
A ti que só dará do seu desdém, pois é

E é teu o teu legado por refém, sem fé
No culto que das coisas que se tem, evoé
Deixaste desprezado o sábio e zen, areté
Que lembra que uma alma não se tem, se é

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: Edson Fragoaz - www.168perdoes.com.br/

* conhece-te a ti mesmo - lema e baliza utilizado por Sócrates, presente no oráculo de Delfos 

19 comentários:

Lara Amaral disse...

É-se alguém, essencialmente; torna-se outro, necessariamente.

Beijo.

BAR DO BARDO disse...

Sê, pois! Ou não?

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

O ter nos faz deixar ser? - Eis a questão... :D

Beijão, cara Lara!

;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Se pois não...
Sê, pois, não...
Sê, pois?! Não!
Sê, pois! Ou não?
Ser ou não ser?
Ser ou ter?

:D

Que seja então... :)

Forte abraço, Bardo!

Léo Santos disse...

Nunca sei o que dizer quando leio teus poemas, neles há tanta coisa que tranpõem a barreira da compreensão! Em outras palavras: Tu me funde a cuca!

Um abraço!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Ainda assim, me lês, e isto muito me honra, Léo... Forte abraço! P.S.: ainda estou com o "retrato de Karem" na cabeça... excelente!

Zélia Guardiano disse...

Francisco

Que lindeza o seu blog!
Que maravilha a sua poesia!
Quanto talento!!!
Sou do tempo em que, num caso assim, se dizia: "Benza Deus!"
Então, Francisco... "Benza Deus!!!"
Um abraço

PS-Sou muito grata pelo seu comentário no Diálogos Poéticos...

mdsol disse...

Muito bem! Eu gosto deste brincar com os sons, além da substância... E a repetição dos sons nas palavras escolhidas... Assim sincopados os versos como, por exemplo: "Na tola luta vã que em teu porém te quer".

Tá-se bem!

:))))

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Zélia. Obrigado! Espero fazer jus ao benzimento rs... Um forte abraço e seja bem-vinda! :D

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, mdsol, outrora eu brincava com as palavras, resolvi aqui brincar com os sons também... que bom que gostou.

Um forte abraço!

;)

Maria disse...

E aqui incorporou Clarice, também? =D
Gostei de suas palavras.

^^

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Aqui foi um poeta louco, da geração beata do pós-hecatombe rs...

Valeu, Maria, seja bem-vinda!

Beijão!

:D

Nadine Granad disse...

Vejo-o em alguns blogs {que seguimos]em comum...
E eis que gostei muito do que leio!!!

Concordo com o comentário acima, quanto ao seu brincar com as palavras e sons!... O modo como selecionou e encaixou as rimas, li[n]do!

"Sê, pois! Ou não?" gerou outro poema... adorei!!!

Abraços encantados =)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Bem-vinda, Nadine... visitei agora teu espaço "Lá... Pois... ia" muito bacana! Seguindo lá também... beijo, menina! Brinquemos pois com palavras e sons e tudo o mais... ;)

Ava disse...

Se é...

" E é o teu legado por refém...."

E assim, nos perdemos em ser ou não ser...

E no final nosso legado é nosso fardo...

Como diria minha filha:

Muito louco! rs


Beijos e carinhos meus...

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, Ava! Seja a amizade o meu legado... ;)

Nydia Bonetti disse...

sejamos, pois - serenos
então seremos
o que quisermos - ou não

muitas vezes não te alcanço, francisco - mas gosto de tentar te traduzir. toda boa poesia requer tradução - ou não :) beijooo.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Confesso, também nutro certa rejeição [à primeira vista] pelo texto fácil... o texto que me cativa é o que oculta uma sua face [de Jano] no mistério... mas é de lua: por vezes aprecio o simples e a candura, mas o normal, o normal mesmo é apreciar o que se esconde nas sombras... quando por cá, traga uma tocha em mãos sempre! :D

Quanto a este, além do brincar com palavras e sons, o sentido é forte: Gnothi Seauton é o lema de Delfos que Sócrates trouxe pra sua vida: "conhece-te a ti mesmo" e o texto [pensa o meu ego] não desmerece: aborda justo o primado do ter em detrimento do ser - o mal maior de nossa era [talvez apenas o mal maior do Ocidente, quando não, do Capitalismo, mas, ainda assim, um mal - e grande...] Aprecia-se o culto a Mammom [na bíblia descrito como o deus fenício do dinheiro e das riquezas], ao passo que se despreza as coisas da alma. No simples: prefere-se o que se tem ao que se é... Viagem!!! rs...

Beijão, Nydia!

Lisarda disse...

Falar curso rimado por la cuadernavía
issa é, Francisco, a novísima maestría.
Pues Misterio y Razón transitan por tu vía,
celebro, de tus versos, a Eleusis y a Sophía.