The Lair of Seth-Hades: SÓ...
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

SÓ...



SÓ...

Se de um lobo só lhe dou
Solidão que seca a alma
Sem pensar que aqui estou
Só lhe dão o que quiserem
As palavras que da palma
Solidão é o que te inferem
E aqui sem a menor calma
Só lidar com o que te ferem
Que de ti não necessito
Nesse cito é que persigo
O que te nesse sito sigo
É que só, melhor Eu Sou
Solitário estar comigo?!
Se contigo, eu só estou...
Solitário é que me vou!

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: image.obsessionart.com/images/products/IgorVasiliadis_004_XL.jpg

26 comentários:

tonhOliveira disse...



Só li, tá! Rio...

Só letras bonitas
desenham palavras poéticas!

Só lhe dão
So):dão...


Veja lá no: http://po--etica.blogspot.com
meu poema visual.

abTraços!

:)

Léo Santos disse...

Cara, eu fico pasmado, boquiaberto, estagnado... Como é que tu consegue jogar assim com as palavras? Isso é alguma técnica né?

Ô Francisco, sei que tu é um cara ocupado, mas, se não for pedir muito, gostaria que tu desse uma passada lá no Nota Preta, tenho um presentinho pra ti, tá?

Um abraço!

Lou Vilela disse...

Você é muito bom com as palavras, Franciso! Belo jogo!

Beijos

Silvana Nunes .'. disse...

Bom dia.
Belo poema.
Passando para dar uma olhada nas novidades.
Perdoe a minha ausência, mas estou sem computador e só vou poder comprar outro sei lá quando.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... passando para desejar um bom feriado.
Saudações Educacionais !

Ana Lucia Franco disse...

Francisco, a solidão é nosso núcleo, estejamos com outros ou não. O jogo de palavras está ótimo. Belo poema!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Tonho, só conheci o 6vqcoisa, este é tão genial quanto... seguindo lá...

abTraços!

P.S.: achei genial a criação que fez pra queridíssima Lara... perceber um palíndromo com o nome dela... ficou genial!!!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Nada, não é técnica é como um jogo... e precisei de outros pra me dizerem que era [pois quase sempre eu já ganhava]... você brinca com as palavras... a princípio, briga com elas... e com a prática, [com o tempo] vai fazendo o jogo delas... e assim que segue por hora... e tão-logo que vira o jogo já é você a brincar com elas... e são elas a dançarem entre teus dedos... já não mais como se pegos... na trama-teia que dela outrora era quimera... :)

Como Henry Ford, não acredito em dons... dos dons, ele dizia: "são resultado do trabalho árduo procedido nas diversas vidas."

Forte abraço, Léo! :D

P.S.: fiquei muito honrado por ter me lembrado... espero fazer jus... um forte abraço, meu amigo!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Valeu, Lou! Beijão, menina! ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Silvana, seguindo lá os dois já... beijão, menina! ;) Que os problemas tecnológicos se revolvam o quanto antes e que tão-logo voltes a estes espaços cá...

;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Tocaste no cerne da ferida, Ana... também creio...

Falava disso em específico no Experimento...

[http://seth-hades.blogspot.com/2010/03/experimento_07.html]

EXPERIMENTO

Amar é qual o mar
Que de tanto se dar
Soa meio egoísta
Por vezes não basta - ah, mar,
Inda que sem fim,
Se tudo nele desemboca.
E bem mais que à boca
Não basta ter...
Quer-se abocanhar,
Possuir, estar...
Se quer mergulhar,
Se quer fagocitar,
E também se quer afago,
Onde não dá pra alcançar
[Um sequer...]
E fugir deste lugar incomunicável
De nós
Encarcerados no eu-só...
[E não-tão-facilmente-desatáveis]
Penso, há de haver sempre solidão,
Enquanto a linguagem
Do corpo, do coração, da alma,
Da boca, da voz e do que seja
Não possibilitar transmitir
O pensamento puro...
Melhor, o sentimento puro,
Puro feeling...

Ah, amar,
Nem tanto ao mar
Mas por que tão terra?

Francisco de Sousa Vieira Filho

:D

José Carlos Brandão disse...

Pensei logo no Lobo das Estepes, de Hesse. E no homem é o lobo do homem, de Hobbes. Mas estamos falando do homem dainte de sua finitude. Uma solidão existencial. Companhia nenhuma sacia a minha fome de comunhão humana & transcendental, divina, essencial.
Um poema rico, portanto, Francisco. Leva-nos além de nós.
Grande abraço.

Juliana. disse...

O ser humano sempre tem um pouco desta parte solitária, que se perde em um vazio que necessita estar , e as palavras demonstram tanto!
Um abraço Francisco

Lisarda disse...

Exquisita e recurrente levedad, Francisco. Eu acho que um poeta como Ausonio gostaría de prosear com vc, os vejo próximos nessa fluidez combinatoria.A-brasa.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, José Carlos, tudo bem? Também percebo exato assim essa necessidade que temos do outro ['somos seres do encontro', diria em melhor palavra um Nietzsche]... há, de fato, uma ânsia por superar essa solidão, mas - no fim - mesmo no encontro, algo de solidão persiste... há sempre uma barreira indefida [indefinível]... dentro cá, daquilo que chamamos consciência [seja lá como chamemos] o outro não se achega, senão o que sobra das idéias sob a criptografia de suas palavras que as ocultam como se um véu... aqui... aqui dentro... somos sós... e é essa a ânsia de transpor... quebrantar a solidão fatal... nascemos sós e sós morremos... desta solidão ouso falar em EXPERIMENTO, mas aqui falo de outra, daquela menor, da solidão homem-mulher, da solidão resultante da primeira, da não-compreensão do outro com quem se presume possamos compartilhar algo além... feelings... :/

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Forte abraço, Juliana! ;) Que vençamos as solidões, todas elas... e preenchamos os vazios... Beijo!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Lisardagnacio, tudo bem? :D Não conheço Ausionio, mas confio em tua percepção... forte abraço! ;)

Solange Maia disse...

adoro essa alquimia que faz com as palavras, tornando-as bailarinas longe de estarem solitárias...

de uma delicadeza absoluta...

beijo carinhoso

J. disse...

A Clarice Lispector disse, na famosa entrevista que ela deu, que o ser humano é solitário. Todo ser humano. Eu discordo. Acho que, em alguma medida, todos somos sozinhos - estamos sozinhos todo o tempo. Mas estar sozinho e estar solitário são coisas diferentes, na minha opinião.

Beijo.

Ianê Mello disse...

Franscisco,

Surpreendente, claro que não por vir de você( isso não é surpresa),mas pela carga de intensidade e beleza que senti ao ler esse belo poema.

Com certeza, meu amigo, por vezes a melhor escolha é estar só.

Grande beijo.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Beijão, Solange! Dancemos todos na alquimia da vida e da poesia... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, minha cara J., forçoso é concordar... bem melhor a adequação das palavras... sozinhos somos todos; solitários, não... falava há pouco com o José Carlos: aqui dentro... somos sós... e é essa a ânsia de transpor... quebrantar a solidão fatal... nascemos sós e sós morremos... ;)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Oi, Ianê, tudo bem? Muito obrigado, menina. Pra fazer uso de mesmas palavras: elogios tais vindos de você me tocam mais... Beijo, menina!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

elogios tais
vindos de você
me tocam mais


Isso vira até um arremedo de haicai rs...

Beijo, Ianê!

:)

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

P.S.: um segredinho na referência à Eu Sou

É que só, melhor Eu Sou

Eu Sou é como Jesus - e alguns iniciados - se referiam a Deus em certas ocasiões, fazendo remição ao verbo SER no presente, pois só o presente é eterno, sinal de que o Criador não foi, nem será, Ele É [Eu Sou]...

Quando digo:

É que só, melhor Eu Sou

Não faço uma referência a que seja melhor estar só, ou que o Eu-Lírico esteja melhor só, mas que melhor só com Deus, que mal-acompanhado... :D

Viagem!!!! rs...

BAR DO BARDO disse...

Nesse cito - uau!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Fez pensar bem poderia ser "sito" após o nesse e ficaria tão mais bela a referência à necessidade [aqui e agora e não apenas na citação]... :D

Forte abraço, Henrique!