The Lair of Seth-Hades: A SUTILEZA DA ARTE PRA QUEBRAR A LONGA AUSÊNCIA...
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg

Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

A SUTILEZA DA ARTE PRA QUEBRAR A LONGA AUSÊNCIA...




CORPUS CIRCENSIS

Para o amor, eu hei perdido o tato.
Que na peça da vida então me resta,
Se é só o encenar de um simples ato?
Deixar de a tudo antever pela fresta
É como melhor posso resumir o fato.
Se me basta, só, o ardor das meninas,
Adejo pra bem longe todo o fino trato
E me atraco feroz em suas ancas ferinas.

Francisco de Sousa Vieira Filho


ÂNSIA

Fome de ti
Sede de ti
Brilham no olhar
Dançam nas lágrimas
Escorrem nas páginas
E mesmo antes
De o solo tocar
Morrem
Ainda no ar

Francisco de Sousa Vieira Filho


ÚLTIMO LANCE

Lancei na tela cinza destes dias
Antes fosse fúria, antes desespero
Tão fartas cores e com tal esmero
O que pensei que só tu poderias
E a divisar sob essa leve cortina,
O que pra bem longe dessa sina
Quero espraiar tudo o que de bom
E fazer ecoar minha voz, o som
E o que de mais puro e belo há
Em mim, em ti se faça o atiçar
Como se um talhe do teu beijo
Aquele derradeiro, que deixou
Rasgue novamente o que ficou

Francisco de Sousa Vieira Filho


DIRETA

Ah, se essa dor de não te ter
Transladasse o espesso vão que há
Entre a vontade e o agir, a se fazer
Como se coisa real em seu lugar
A mais do que com os olhos entreter
[Tocar, cheirar, beijar, morder]
Pusesse então diante a me mostrar
O fulgor que habita neles, bem-querer
Estrangulando esse desejo de sumir
E em si fazendo novo o velho ar
Viria a uma vez mais te consumir
O que persiste em mim, a ti arder
Vontade de assim poder te amar
E só então nos poderemos possuir

Francisco de Sousa Vieira Filho


FOSSO


De explorar a geografia branca
Algo recurva de teu dorso
E nas tênues covas de tua anca
Demorar-me, resoluto
E tal seja o esforço
Sei que sentes
Quanto luto
Se entre dentes
Com uma rosa afagar-te
O rosto
É a ânsia de assim amar-te
Qual um corso
Porque amar
Ah... amar é fosso!

Francisco de Sousa Vieira Filho


SENTIDO

Das metas tuas, só metades
Se a ti eu peço: traga tudo
É que, por certo, eu trago tudo
Em borrifadas muito fartas
De nuvens extáticas de sonhos
E em longos e massivos haustos
Seguimos desatinando os nós
E por fim desafogamos sós
Dos temores mais medonhos
E assim se vai
A vida

Francisco de Sousa Vieira Filho


BRASÃO


A solidão ardente prega peças
Intensifica sentimentos poucos
Cria outros sentimentos tantos
Engana, mente e faz pareças
Vagar a esmo pelos cantos

Francisco de Sousa Vieira Filho

2 comentários:

Efigênia Coutinho ( Mallemont ) disse...

Rendo-me a sua poesia, muito boa, e deixo un soneto meu, meua PARABÉNS,
Efigênia

TEATRO DA VIDA
Efigênia Coutinho

A minha vida é derradeira peça
Que vai sendo vivida em vários atos
Com diferentes vidas e retratos,
Sempre sorrindo com sua esperança.

Com porte,não há mal venha vencer,
Cuido para não criar-lhe desavença.
Vou encenando todos estes atos
Desta nova etapa,reviver fatos.

Outras vidas deixarei na história,
Só desejo conter nesta memória
Os bons momentos aqui tão vividos.

Se neste novo ato, nova infância,
Se sendo de alva significância,
É a soma dos tempos já vividos..

Balneário Camboriú
Novembro 2009

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Apreciei mt. os seus tb., Efigênia... seguindo os blogs... ;)