The Lair of Seth-Hades: VERDADE ABSOLUTA
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg
Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

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sábado, 19 de abril de 2008

VERDADE ABSOLUTA



VERDADE ABSOLUTA
Na esteira de Aristóteles e Hegel, todo aquele que professa e sustenta o que quer que seja, in casu, por exemplo, o desconhecimento, ou mesmo a impossibilidade do conhecimento, a título extremo, nada mais faz que render, inolvidadamente, louros à Razão – como fundamento último de todas as coisas. Quem professa: "nada pode ser conhecido" ou "nada conhecemos em inteireza" (com os nossos sentidos de agora), parte do pressuposto velado de que temos um conhecimento tal da realidade que nos possibilite “saber que nada se pode saber”. Mesmo isto já seria um objeto de conhecimento. E, para o tremor das almas relativistas, um conhecimento absoluto!
Quando se professa, "tudo é relativo" nada mais se faz que uma afirmação absoluta! Quando se diz "não há possibilidade de comunicação; não há comunicação" é a tola pretensão contraditória querer comunicar tal coisa, já que comunicação inexistiria. O mesmo para a verdade, que se inexiste, aquele que isto afirma, estaria afirmando a verdade: que seria a de que verdade inexistiria.
Ao cético, diria Aristóteles, cabe apenas ficar calado, nada mais! Querer verbalizar, professar, transmitir algo, já parte do pressuposto de que uma racionalidade anterior te funda, te propicia fazê-lo: que a razão fundamenta seja plausível professar, mesmo aquela tese negativista – a mais das vezes – a refletir a simples e tola revolta adolescente da humanidade em seu atual estágio.
Que, como diria Edgar Morin, naveguemos ‘entre arquipélagos de certeza em meio a oceanos de incertezas’, é uma coisa. Por haver incerteza, não podemos – NUNCA – pressupor apressadamente (e sem fundamento, diga-se) tudo seja incerteza, tudo seja desconhecimento. Doutro modo: estaríamos conhecendo – E MUITO BEM – que não há conhecimento!
Tais afirmações possuem o vigor tão passional quanto o das religiões, traduzem-se nas novas religiões do hoje, religiões do desespero, religiões negativistas, como a de um Richard Dawkins, contraditórias de per si. O ateísmo, ele também, parece ser só mais uma profissão de fé, já que os que o abraçam sustentam, apaixonadamente, e com vigor de fé, aquilo que não podem provar: que Deus não exista. Ou acaso a fé dirigida num sentido negativo (inexistência) não é fé, qual também é, aquela focada num aspecto positivo (existência)?!
E não em venham com essa de que o ônus da prova é de quem professa, pois sequer estamos num tribunal e a maior piada que eu poderia ouvir seria esta: de que houvesse uma lei cósmica a dizer, “o ônus é de quem professa”. E mesmo que assim fosse, em que se traduzia o argumento contrário que não a profissão – ela também –, mas, in casu, da inexistência de Deus?!
FRANCISCO DE SOUSA VIEIRA FILHO [1]
Também disponível em:
http://www.portalodia.com/jornal/pages/pdf_04-12-2007_6
_20071203223943.pdf



[1] Francisco de Sousa Vieira Filho é advogado em Teresina-PI, militando na área trabalhista, professor de Filosofia Jurídica e Criminologia (FAESF – Floriano-PI), especialista em Direito Constitucional e mestrando em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa – UAL.

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