The Lair of Seth-Hades
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg

Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

P.S.: a PagSeguro não fornece um sistema de cadastro de vários produtos, de modo que, quem efetue a compra, deve me enviar um e-mail [iarcovich@hotmail.com], ou mesmo me deixar 'comment' aqui mesmo num dos 'posts', dizendo qual exemplar deseja receber. Por hora, a forma de pagamento disponível é apenas a de boleto bancário. Amanhã já liberam pra cartão. ;)

Pag Seguro - compra dos livros

Carrinho de Compras

sábado, 31 de julho de 2010

DULCE & DULCÍSSIMA


DULCE

Que vibra, acontece e transita na alma de menina, ao descobrir que, ao mais simples olhar que lhe fita, ela hipnotiza e fascina? Se tal coisa seja maldição ou sina, qual mistério a se antever no ar, fez-se a alma de menina, uma alma de mulher pra amar. E se conscientiza de um dom que é seu. Que é de controle, mais que posse – mando e domínio. Que faz servil, e de bom grado, não se oferece resistência. E nem lhe importa bem seja lá um poder seu. Ou se fraqueza do olhar que ela venceu.

Francisco de Sousa Vieira Filho

DULCÍSSIMA

Que transita na alma feminina,
Se descobre, ao mais simples olhar
Que lhe fita, hipnotiza e fascina...
Faz o coração renitente falhar

Se tal coisa é maldição ou sina
Qual o mistério a se antever no ar
Que se fora uma alma de menina
Torna-se alma de mulher, pra amar

E nem cuida seja tão um poder seu
Ou se fraco o olhar que ela venceu
Desabrocha já ciente de seu dom
                                        
Que se faz mestra ao dançar ao som
E que palpita, é nosso, teu e meu
A dizer que essa menina já cresceu

Francisco de Sousa Vieira Filho 

FOTO: http://ffffound.com/image/f2a38823fb4b5c2a0ddf18011478f334306070fc?c=5508186

quinta-feira, 22 de julho de 2010

[SEM TI] AQUI & SIM, TU



[SEM TI] AQUI

Saudade de não sei quem
Vontade de não sei quê
Que arde eu não sei onde...

Saudade é [uma idade]
Que [é feito] borboleta
Ao sol se [rema é dia]

A lua pinga gotas
Colírio para [ar]dores
A alma se sacia

E segue um novo dia
Qu[eu] sol faz esquecer
Saudade de você

Francisco de Sousa Vieira Filho
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SIM, TU

[Sem ti] aqui
Em tarde ser
Que ela foice
Amanhã sendo
A-fagos[cito]
Que, ah, [sim, tu]

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://yayeveryday.com/post/983

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ÍSIS



ÍSIS

Mais oculto está o que se mostra
Frente a todos mais se encortina
O que ante o palco-sol se prostra
Que somente o mais arguto atina

Seja a cosa que tomemos nostra
Ou se outra que qual dançarina
Cega olhos à mais fina amostra
Qual cigana em dança felina

Melhor nos sirva esta neblina
Que, no escuro do mar, a ostra
Que ao entesourar logo malsina

E a sabedoria que se entremostra
Faz-se a pedra de toque, a quina
Que expõe os sete véus à mostra

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://yayeveryday.com/post/7241.jpg 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

DE CERTA AÇÃO & HATE ME!


DE CERTA AÇÃO

Um dia, tolamente, achei só eu percebesse, à noite, os pensamentos dos que dormem, dormem com eles; ao passo que os meus aí é que acordam. E lhes sobra espaço, bem mais espaço. E, sente em mim, à noite, é que eu desperto. Aí o pensamento é mais agudo e amplo e o olhar mais vasto e pleno naquilo que é capaz de contemplar e o coração mais livre.

Francisco de Sousa Vieira Filho
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HATE ME!

Todo xenófobo é incompetente
Teme que por mais que tente
O poder de superação daquele
Que seja mais fraco do que ele
Ainda que em algum instante
Invariavelmente o suplante

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://jdillon.net/wat3b.jpg

sexta-feira, 9 de julho de 2010

MAR BRAVIO


MAR BRAVIO


Se te me aconchego
Me ofertasse o rumo
E se a ti me achego
Aprumasse o prumo

Tu, de proa a popa,
Nua, do diabo fosse
Quer me desse sopa
Quer fizesse doce

Desta nau, a quilha
Mais vil armadilha
Que me seja a guia
Que se rema é dia

Rasga mar bravio
Sorve cada sumo
Chama-te o pavio
O controle assumo

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: http://yayeveryday.com/post/4624 & http://designyoutrust.com/2009/06/12/in-search-of-earths-core/

segunda-feira, 28 de junho de 2010

EM TARDE SER... AMANHÃ SENDO...




EM TARDE SER...
AMANHÃ SENDO...

Amanheço amanhã isso
A manha disso foi ontem
Que te teço tarde o viço
E importa que se contem

Quando o que nos resta
A que compreendamos
É esta derradeira fresta
Por onde [des]andamos

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: Rui de Oliveira - http://ruideoliveira.blogspot.com/ & http://www.ruideoliveira.com.br/

Link direto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixDB7yZ6KwdQGTBL6zeoEXNeTcZ2XTckSkPgJamyVlbTFsCNmI1szEeX1TAz6iLLVupz4hPl6fFIZFg8xCOksUFs0sFE2EBFlmdlnMK81jrxmyUmBUok4j1Agf6-ERonbWeLPNdWPLuLw/s1600/VINHETA+63+-+A.JPG

quinta-feira, 3 de junho de 2010

EXER[CI-CIO]


MÁSCARA

Letra é moldura, é veste;
Sentimento é ruptura, é tensão;
Que de palavras, por vezes, se reveste.
Letra é trovão do sentimento-raio,
Que na palavra move a si – ação
Árvore-seca para flor-de-maio
Abismo em que por vezes caio.

Francisco de Sousa Vieira Filho 
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A[COM]PANHADO

Enlevo é mergulho no outro
Cumplicidade corpórea
Fagocitose mútua
Estático êxtase
Ao fim de um bailar
Quase convulso...

Francisco de Sousa Vieira Filho

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NA MÃO

Com o coração
Na boca,
[Al]quebrado,
Sente o gosto,
Os caquinhos...

Francisco de Sousa Vieira Filho
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CAMA, MESA & BANHO

Sonhos autênticos que deveras temos,
Ou que, gado arrebanhado,
O mundo quis tivemos?!

Francisco de Sousa Vieira Filho 
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AGORA

Pro inferno o que passou
Quero, da vida, o que sou
Não que fui, ou o que fiz
Só o que minh’alma diz
Que me diga então Eu Sou
Fora da capa e do verniz
Ainda escapo por um triz 

Francisco de Sousa Vieira Filho 

ARTE: CONRAD ROSET - capitol3 - http://conradroset.blogspot.com/

domingo, 30 de maio de 2010

BRUJERIA


BRUJERIA

Desejos e vontades de assassina
Soletram-me palavras, todas tortas
Inferno ou paraíso, sei que é sina
O leve abrir de pernas, abre portas

E, na percepção sutil, transportas
Nos teus passos silentes, de traquina
A tudo o mais de mim que tu deportas
Me perco nesse olhar que me alucina

Que seja a tua vontade de menina
Só quero, for assim, o que [com portas]
E abertas sejam sempre, sua ladina,
As que do coração por ti já mortas

Libere o que a pena em mim comina
Não vertam só por ti sangue em aortas
No fundo de meu peito o nome assina
Que não mais seja o teu, tu não suportas

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: http://oldboy1985.deviantart.com/art/susan-deconstructed-136800685