The Lair of Seth-Hades: filosófico
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg

Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

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Pag Seguro - compra dos livros

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

MADRUGADA DE ESTÔMAGO


MADRUGADA DE ESTÔMAGO


Pra aquecer, ou esquecer, com tal pujança
Te enlouquecer, a embeber, em álcool anidro
E enxamear, na fina teia, em que se trança
Algo do teu, e também meu, teto de vidro
Quis desbancar esse teu ar, diz.esperança
Ao te querer, com.sumo.ir que te consome
No fim das contas, tudo se resume à fome

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO:  http://www.zupi.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2011

DESMANTELO



DESMANTELO


O amor é muito mais que este vazio
Que insiste, clama por preenchimento
Queda sem tropeço, dor sem linimento
Nada pode revelar, porque é estio

Se fertilidade fosse, quando já se ia
Nessa perspectiva tosca, insana e fria
A qual se abraça e na qual se enreda
A quem só enfoca dissabor e queda

A que, nesta altura, já nem se mensura
Pesada usura a que cobra esta fissura
E já nem se conta, não mais que a ponta
Do iceberg, que, enregela a dor, entonta

Inteligentemente, é que o eco mente
E se até afagos cita, é que nada sente
Se desfaz num reverbério sem desvelo
A traduzir em nada o seu diz.mantê-lo

Francisco de Sousa Vieira Filho

IMAGEM: 32838601_4rpr7WWT_c.jpg [www.zupi.com.br]

quinta-feira, 21 de abril de 2011

RASCUNHO & RATIO

RASCUNHO


Aprecio o quedar-se no rascunho
A beleza que se faça incompleta
Imperfeita, feita o próprio punho
Que, na criação, é desafio esteta,

Torto caminho, para bellum meta
Do que se quis fosse testemunho
Que mais belo do que a linha reta
É aquela, em que, com esse cunho,

Se despeça de pretensão perfeita
E que por amor à linha rarefeita
Nela inda mais gênio se pressinta

É o que sinto, quando, certa feita,
Se um fio escapa por tua nuca e deita
Te faz arte com a mais bela tinta

Francisco de Sousa Vieira Filho
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RATIO

A visão não confere a dimensão
Real, do que, de fato, possa haver
Nem leva à necessária conclusão
De que se baste ver pra conhecer

É estranho se precise ver pra crer
Como estranhos abismos o são
Os que se abrem entre ter e ser
E a tudo nubla, devora a menção

De que pra conhecer só baste ver
Quanto mais se demanda à noção
Quer tenhamos uma tal pretensão

Se é a razão que nos faz perceber
Ou se um dado inda falta pra ver
Que, de amor, careça a equação

Francisco de Sousa Vieira Filho
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FOTO: mool-yer-zeen-ya.tumblr.com [ tumblr_lhussgff801qb97vko1_500.jpg ]

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A.PRECE.EM.TI

A.PRECE.EM.TI

Água.ar.dar
Que é ardente
A oferenda farta,
Que sem.ti vem.tu
Eriçando pêlos
Cantos e os da grama;
Qual pressentimento
A pressentir tormento;
E é vertigem que verte
Insertas incertezas;
Um palimpsesto a pretexto
De turvar o contexto
De que possa haver
Algo
Pra lá de além
Daquilo que nos [com]vêm,
Sem nem mesmo ver/ter,
Quando tudo então
Nus, falta...
Quando a vista embaça
E o que quer se faça
Não parece palatável
Nem o carinho afável,
Em meio aos destroços,
Ao quebrantar de ossos,
Em que bailam loucas
Estas sombras poucas,
Que, com vozes de veludo,
Seguem roucas,
Engolfando tudo.
E mesmo que a si neguem,
Nesta imensidão,
Que é de pôr só;
Seja de [pôr são];
A depor aqui;
Se dê, por inteiro,
Ao pote, sede
Indecifrável,
Tu

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: minha [ponre estaiada - Teresina - PI]

domingo, 26 de setembro de 2010

DE LÍRIOS E DE LUCIDEZ


DE LÍRIOS E DE LUCIDEZ

Basta olhar os lírios do campo um tanto
A querer bem perscrutar se saiba quanto
Que dor-mente se nos faça a dor alheia
Por seu simples perpassar em outra veia

Qual se a noite aclarasse num decanto
O que a faina de outros ombros nos permeia
Do que, súbito, desperta, e por encanto,
A consciência enredada nesta teia

De olvidar a dor do mundo, o triste pranto
Engana-dor quem fecha os olhos e campeia
A triste senda que, soturna, lhe é por manto

Neste delírio lirial não ouça o canto
Tão densas trevas que, na luz, ele descreia
Com-parte-ilhada a dor do outro seja meia

Francisco de Sousa Vieira Filho 

FOTO: http--yayeveryday.com-post-10722

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A PEÇA HÁ DE FAULT AR

A PEÇA HÁ DE FAULT AR

A peça que me falta pede
No paço da razão eu possa
Contemplar que tanto peço
De perder-me no compasso
E ãn-seio sem.ti afagar
Tão dela.e.cio que ãn-cio
Veio diz.sentir afogar
E está tudo por um fio
Do que fomos e que somos
Rio em que desagua o mar
Dor.sal da terra eu abraço...
Em tal diz.senso a vagar
Que sal.dade é este.lhe.aço
Que dôo e dói cada pedaço
Na diz.sem.são, divagar...
Que não se constrói sem ti
Animal sedento e sedentário
Pois de tudo o quanto vi
Que pulula e que é vário
Penso, somos cada sumo
De um querer desentortar
Neste labor eu me consumo
Não consigo, mas eu tento
Trago comigo cada caco
Que, à vontade, eu desarranjo
Meu triste rosto de macaco
Minh’alma luzente de arcanjo
Refazendo-me, à receita,
Desta refeição refeita
Nesta linha rarefeita...

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: Braga Tepi - Francisco de Oliveira Braga - talentosíssimo artista piauiense - http://bragatepi.blogspot.com/ e http://btepi.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

R.ÁSTROS



R.ÁSTROS

(I)
Ele que foi a serpente emplumada,
O portador da luz da ilha sagrada,
Daquele antigo leste que se partiu,
Restou a sabedoria de Quetzacoatil

A beleza frondosa da terra amada
Que se desfez numa só engolfada
No furor do oceano que bramiu
Foi ele a última centelha que viu

Mas pôde salvaguardar um ceitil
Derradeira chama pálida produziu
Do menor conhecimento e de cada

E de tudo o que ficou logo baniu
Escolhos que quisera do mais vil
Se perdessem nesta nova empreitada
 


(II)
Novamente semente a ser plantada
À sementeira nova chance fora dada
É que quisesse sem o dano que feriu
Àquela que o outro curso já seguiu

E, se obteve êxito, se ele conseguiu
O sequioso intento que era seu ardil
Com o esforço de sua mão edificada
A tela do futuro inda resta embaçada

Somos nós que colheremos cada til
A quem foi dada a trilha já traçada
Aos lindes de passado outro atada

Se ressurja inda uma vez primaveril
O fulgor que naqueles idos já se viu
É mister que nossa força seja alçada

Francisco de Sousa Vieira Filho

IMAGEM 1: http://hiscrivener.files.wordpress.com/2008/07/quetzalcoatl.jpg
IMAGEM 2: http://fourcolorcomix.com/~fourcolo/images/f/fb/FCCQuetz.jpg

domingo, 29 de agosto de 2010

FRENTE & VERSO e BAFEJAR DE DEUSES



FRENTE & VERSO

No verso, toda folha tem ranhuras
São teias com inscrições obscuras
E veias de um amarelo insondável
Que, também, faz-se inquebrantável

Elo.si.dando aquilo que procuras
No seio, doutro seio, quer amável
Se quer dá-se além palavras duras
As que caídas em papel palpável

E atordoa outros papéis encena
A todos marca o mesmo triste emblema
Que amarela ou amarele, tudo quebra

E não se pode bem fugir a esta regra
Que amar.é.lá[r], pois aqui é só blasfema
Que, do outro mundo, a.mor te acena

Francisco de Sousa Vieira Filho
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BAFEJAR DE DEUSES

À boca tua que ao mundo beija      
Que outro sabor deveria afeiçoar-te
Senão o que mais tempo passa aí?!

O doce da hortelã que ela bafeja
Só, em fugaz instante, vem felicitar-te
Sonhos dum mundo distante daqui

Francisco de Sousa Vieira Filho
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PORQUE BELO [E JULGO ATÉ MELHOR QUE O MEU], TOMEI A LIBERDADE DE PÔR AQUI, LADEANDO A ESTES, A RESPOSTA POÉTICA CARINHOSAMENTE FEITA AO SONETO FRENTE & VERSO PELA POETISA ADRIANA ARAÚJO DO POLENRADIOATIVO. ESPERO QUE APRECIEM:

DIVERSO

Aquilo que na folha já nasce enraizado
Enquanto amarela, difícil é que pereça
Nas ranhuras, que aparece derramado
Ensina, de risco, manter distância ilesa.

Atento, há de ver em papel manchado
Triste alimento que lhe corre nas veias
Amarelo esquecido de um tempo gasto
Compulsão perdida contra sorte alheia.

Diverso seria escolher outra passagem
Quer amarele o inverso posto, medeia
Quando amor te calcina a vã miragem,

Em desamparo, na busca do que seiva
Amarelado cobertor d’uma escrita torta
No seio, a solidão do verso que mereça.

Adriana Araújo polenradioativo


FOTO: Francisco de Sousa Vieira Filho

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DEPRESSÃO


DEPRESSÃO

Às ocultas, sempre, eu perquiria
Nos refolhos de minha tenra idade
O reflexo que em mim luzia
Da Justiça, do Amor e da Verdade

E bem mais durado isto teria
Se, do dia, a outra face, da maldade
Não me engolfasse, na caducidade,
A mais terna luz que mal nascia

Que essa pálida semente padecia
De sua gêmea-irmã, fatalidade
Que, na sombra-estiolada, urdia

Tola idéia de que se és.vazia
Toda a vida desde aquela idade
Que me toca e enoita até o dia

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: Alvaro Sanchez-Montañes - desetindoors - http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/deserto_entre_quatro_paredes/

segunda-feira, 19 de julho de 2010

ÍSIS



ÍSIS

Mais oculto está o que se mostra
Frente a todos mais se encortina
O que ante o palco-sol se prostra
Que somente o mais arguto atina

Seja a cosa que tomemos nostra
Ou se outra que qual dançarina
Cega olhos à mais fina amostra
Qual cigana em dança felina

Melhor nos sirva esta neblina
Que, no escuro do mar, a ostra
Que ao entesourar logo malsina

E a sabedoria que se entremostra
Faz-se a pedra de toque, a quina
Que expõe os sete véus à mostra

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://yayeveryday.com/post/7241.jpg