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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
SÓ.FIZ.MÁ COISA
SÓ.FIZ.MÁ COISA
[...]
- Ah, tô tentando equilibrar meus sentimentos, por isso não posso ter envolvimentos... ainda mais sabendo que não vão ter durabilidade... hoje em dia quase nunca têm, né?!... A gente aprende, sabe... você sabe, acaba sabendo, o que vai ter durabilidade, o que não vai ter...
- Mas nada dura pra sempre.
- É... eu sei disso, mas outras coisas duram menos ainda... elas podem até não durar ,mas o impacto que elas podem causar pode... durar...
- Por vezes, as coisas que menos duram conservam o sabor doce da primeira prova, ao passo que algumas que se prova por muito tempo, ficam amargas... é como o chiclete... quando se masca por muito tempo, perde o açúcar.
- Mas a vida não é só de doces sabores [...]
- Mas são os melhores, há de convir... e são eles que levamos na lembrança... os mais doces, os mais suaves... as coisas ruins quem quer lembrar?!
- Ninguém, claro, mas não estamos no paraíso, meu caro... e as ruins servem pra alguma coisa [...]
- Sim, servem... pra aprendermos o gosto do doce em oposição ao amargo e buscarmos o doce.
- ahh, isso sim.
Francisco de Sousa Vieira Filho
FOTO: minha [hotel metropolitan - Teresina - PI]
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prosa poética
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
COR.TE N'ALMÁ - prosas poéticas (I)
SERVO EM TI HÁ
Que escrever servo.em.ti a tem. Escrever não serve, é servido – tem posse, mando e domínios próprios. Não se enquadra fácil no rótulo utilitarista, como meio para se atingir algo, mas é fim [em si e por si]. É alvo, seta, alça de mira, disparo e projétil, deixando pólvora incombusta na passagem. Dizer sem dizer, eis a idéia! Ocultar sob os sete véus e sentir até onde ousa cada leitor se embrenhar. Ou se exerce uma crítica às vozes ou a elas bem se entrega, não há outro caminho. Escrever é vício e é terapia; é brincadeira e agonia [utopia?! - talvez]. A um só tempo ardor do sol e estio da treva. E é muito mais do que nos pareça, sob os véus em que se esconde essa vontade de grafar [como fizeram os primitivos] nossa parca passagem neste mundo full gás. É que é veículo com o que a alma enxerga mais. E se pressente urgências por trás das palavras, quando a poesia é carro.céu de fogo e veículo de sentires e forças que não pode conter – ela extravasa. Calar-se, então, que o amor fala mais, que o excesso de palavras só desfaz, a beleza destes tristes ais.
Francisco de Sousa Vieira Filho
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NA CUMEEIRA DO TEMPO
Acerto a seta ponteira com que teimo e tanto. Me fio, à linha inteira, dos ponteiros, quanto. E tento e limo e moldo me consigam manto. No fundo de meus ossos, soldo, forço até o pranto. E limo pele e alma, de profundo; e perco mais que a calma, o próprio mundo. Os pontos que da rinha, qual se advinha, eles me são. À porta deste céu me proteja o véu. Que se avizinhasse, mas não é nem tanto. E tão logo passe o seu triste canto. Ah, se isto fosse, mas é fosso e longe. Seu aroma doce bem distante passa. E num só instante ele se perpassa. Do tempo vil sem eira, a dizer se queira, tenha outra função; pois nem bem à beira, a razão meeira há de ter porção, co’essa a.parte inteira que é do coração. Só me resta então, nesta cumeeira do tempo ter comigo alento que consigo. E o pranto que o futuro inventivo inventa. No seu triste encanto, ele até que tenta – e sempre! É que força o ventre. Quer par.ir singularidades duplas, se só.lhe.dão isto. Quer-se algo novo e di.verso, mesmo nada possa haver de novo sob o véu do sol. E, assim, seguem os dias nesta dança, nos volteios e firulas de criança. E dispensa o ciclo todo, que o pêndulo só explica. Tudo recomeça, é o que, de novo, ele suplica.
Francisco de Sousa Vieira Filho
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PRIMITIVO
Deixar de estar e vir-a-ser, se se perde de si nas cogitações. Mas as raízes inda estão lá, ensinando o caminho de casa, como se falassem tudo o que quero dizer e não disse. Guardam aquilo que reside na proto-palavra, no seu nascedouro, berço de estrelas. Há um desejo de completude infindável nelas ou é o que há em mim ao lê-las antes de traçadas no papel. Sigo ponte.ilhando pautadas palavras precisas. E que ficariam melhor sem eles – os pontos. Perdidas umas das outras em dê.lírios ou dê.leites dom.di.verte também mel, sobretudo se lambidas por quem saiba. Uma flor.esta em que se perde para se encontrar o alter-ego poético alter.nativo.
Francisco de Sousa Vieira Filho
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Foto: André Gonçalves [redator, publicitário e fotógrafo piauiense] - Barco em Jeri - http://www.andregoncalves.fot.br/
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
SÔNIA
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Ú.TER.Ú & ETC...
PERSCRUTAR TEU Ú.TER.Ú
Ao se ler e se admirar quem escreve, se quer, sempre, antever o quanto da alma dele está impressa na escrita, o quanto ele se permitiu aprofundar de si ali, o quanto se perdeu nos meandros dos grafismos no papel. No quimérico mistério, se quer saber o quanto és.finge-dor e quanto dói na esfinge o seu mistério. e quanto mais bela é a escrita, quanto mais profunda e tocante, quanto mais se revela artística e mágica, quanto mais nos toca, maior o desejo de sondar a alma por trás do escrito. Principia-se em pesquisa biográfica e termina com o querer conhecer seus amores e dores, ler as cartas menos artísticas e mais pessoais por ele enviadas, e até a.fagos.citar cada uma de suas menores lembranças como se frases de efeito e balizas do viver. Passa-se a amar cada vez mais a alma do escritor que seu escrito... É que se quer saber, em verdade, quanto há dele no branco entre as linhas, no vão entre as letras, na aspereza impessoal do papel impresso, despido das marcas da passagem de suas mãos, sem a pressão exercida ao grafar cada letra. E se desejaria encontrá-lo ainda no rodapé das páginas à espera de rabiscos e notas que se.quer possam suprir o vácuo sentido...
Francisco de Sousa Vieira Filho
AO EM.BEL.LESAR
Francisco de Sousa Vieira Filho
A.COSTA.O.MAR
Francisco de Sousa Vieira Filho
PRA.LAVRAR VÃO
FOTO: suren manvelyan -> http://www.behance.net/paronsuren/Frame/428809
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sábado, 31 de julho de 2010
DULCE & DULCÍSSIMA
DULCE
Que vibra, acontece e transita na alma de menina, ao descobrir que, ao mais simples olhar que lhe fita, ela hipnotiza e fascina? Se tal coisa seja maldição ou sina, qual mistério a se antever no ar, fez-se a alma de menina, uma alma de mulher pra amar. E se conscientiza de um dom que é seu. Que é de controle, mais que posse – mando e domínio. Que faz servil, e de bom grado, não se oferece resistência. E nem lhe importa bem seja lá um poder seu. Ou se fraqueza do olhar que ela venceu.
Francisco de Sousa Vieira Filho
DULCÍSSIMA
Que transita na alma feminina,
Se descobre, ao mais simples olhar
Que lhe fita, hipnotiza e fascina...
Faz o coração renitente falhar
Se tal coisa é maldição ou sina
Qual o mistério a se antever no ar
Que se fora uma alma de menina
Torna-se alma de mulher, pra amar
E nem cuida seja tão um poder seu
Ou se fraco o olhar que ela venceu
Desabrocha já ciente de seu dom
Que se faz mestra ao dançar ao som
E que palpita, é nosso, teu e meu
A dizer que essa menina já cresceu
Francisco de Sousa Vieira Filho
FOTO: http://ffffound.com/image/f2a38823fb4b5c2a0ddf18011478f334306070fc?c=5508186
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domingo, 21 de março de 2010
ÀS VEZES
ÀS VEZES...
Às vezes, olho pra você e vejo uma menininha a quem quero oferecer colo e proteger contra todos os males e vicissitudes desta vida, deste mundo.
Às vezes, olho pra você e vejo a irmã a quem quero dar conselhos, como bem faria um irmão mais velho.
Às vezes, eu olho pra você e vejo a amiga com quem quero compartilhar alegrias e tristezas, minhas e suas, porque – acredite – são todas elas nossas!
Às vezes, olho pra você e vejo a mulher que quero estreitar entre meus braços, trazer junto ao peito e beijar, tendo-a então a meu lado como companheira, na longa e poenta estrada da vida.
De uma coisa eu tenho certeza, quer te esteja vendo ou não, quer estejamos próximos ou que a distância de mundos (os mundos diferentes em que vivemos) nos separe...
Eu te amo! E te amarei sempre!
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 67.
ARTE: Luís Royo
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Visions...

VISÃO
Uma visão é sempre uma visão... divisar ao longe, mero passo que antecede a aproximação... ao contrário do pensamento comum, é preciso crer pra ver, como é preciso agir pra ser (leia-se: fazer acontecer)...
Penso que pra se saber ou se considerar possa haver algo impossível, seria preciso conhecer todas as variáveis que atuam em todas as dimensões da Criação infinita, ou (pelo menos) no contexto de um dado fenômeno ou objeto... pois bem, provável nada seja impossível... como AINDA não temos meios de saber, é bem melhor, mais sábio e mais prudente encarar as coisas assim... "When face to face with the impossible, become inspired... and surpasses the impossible!"
Arte: William Blake - 1794 - l'Ancien des Jours the Old one of the Days;
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