The Lair of Seth-Hades
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg

Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

P.S.: a PagSeguro não fornece um sistema de cadastro de vários produtos, de modo que, quem efetue a compra, deve me enviar um e-mail [iarcovich@hotmail.com], ou mesmo me deixar 'comment' aqui mesmo num dos 'posts', dizendo qual exemplar deseja receber. Por hora, a forma de pagamento disponível é apenas a de boleto bancário. Amanhã já liberam pra cartão. ;)

Pag Seguro - compra dos livros

Carrinho de Compras

quinta-feira, 15 de julho de 2010

DE CERTA AÇÃO & HATE ME!


DE CERTA AÇÃO

Um dia, tolamente, achei só eu percebesse, à noite, os pensamentos dos que dormem, dormem com eles; ao passo que os meus aí é que acordam. E lhes sobra espaço, bem mais espaço. E, sente em mim, à noite, é que eu desperto. Aí o pensamento é mais agudo e amplo e o olhar mais vasto e pleno naquilo que é capaz de contemplar e o coração mais livre.

Francisco de Sousa Vieira Filho
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HATE ME!

Todo xenófobo é incompetente
Teme que por mais que tente
O poder de superação daquele
Que seja mais fraco do que ele
Ainda que em algum instante
Invariavelmente o suplante

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://jdillon.net/wat3b.jpg

sexta-feira, 9 de julho de 2010

MAR BRAVIO


MAR BRAVIO


Se te me aconchego
Me ofertasse o rumo
E se a ti me achego
Aprumasse o prumo

Tu, de proa a popa,
Nua, do diabo fosse
Quer me desse sopa
Quer fizesse doce

Desta nau, a quilha
Mais vil armadilha
Que me seja a guia
Que se rema é dia

Rasga mar bravio
Sorve cada sumo
Chama-te o pavio
O controle assumo

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: http://yayeveryday.com/post/4624 & http://designyoutrust.com/2009/06/12/in-search-of-earths-core/

segunda-feira, 28 de junho de 2010

EM TARDE SER... AMANHÃ SENDO...




EM TARDE SER...
AMANHÃ SENDO...

Amanheço amanhã isso
A manha disso foi ontem
Que te teço tarde o viço
E importa que se contem

Quando o que nos resta
A que compreendamos
É esta derradeira fresta
Por onde [des]andamos

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: Rui de Oliveira - http://ruideoliveira.blogspot.com/ & http://www.ruideoliveira.com.br/

Link direto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixDB7yZ6KwdQGTBL6zeoEXNeTcZ2XTckSkPgJamyVlbTFsCNmI1szEeX1TAz6iLLVupz4hPl6fFIZFg8xCOksUFs0sFE2EBFlmdlnMK81jrxmyUmBUok4j1Agf6-ERonbWeLPNdWPLuLw/s1600/VINHETA+63+-+A.JPG

quinta-feira, 3 de junho de 2010

EXER[CI-CIO]


MÁSCARA

Letra é moldura, é veste;
Sentimento é ruptura, é tensão;
Que de palavras, por vezes, se reveste.
Letra é trovão do sentimento-raio,
Que na palavra move a si – ação
Árvore-seca para flor-de-maio
Abismo em que por vezes caio.

Francisco de Sousa Vieira Filho 
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A[COM]PANHADO

Enlevo é mergulho no outro
Cumplicidade corpórea
Fagocitose mútua
Estático êxtase
Ao fim de um bailar
Quase convulso...

Francisco de Sousa Vieira Filho

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NA MÃO

Com o coração
Na boca,
[Al]quebrado,
Sente o gosto,
Os caquinhos...

Francisco de Sousa Vieira Filho
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CAMA, MESA & BANHO

Sonhos autênticos que deveras temos,
Ou que, gado arrebanhado,
O mundo quis tivemos?!

Francisco de Sousa Vieira Filho 
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AGORA

Pro inferno o que passou
Quero, da vida, o que sou
Não que fui, ou o que fiz
Só o que minh’alma diz
Que me diga então Eu Sou
Fora da capa e do verniz
Ainda escapo por um triz 

Francisco de Sousa Vieira Filho 

ARTE: CONRAD ROSET - capitol3 - http://conradroset.blogspot.com/

domingo, 30 de maio de 2010

BRUJERIA


BRUJERIA

Desejos e vontades de assassina
Soletram-me palavras, todas tortas
Inferno ou paraíso, sei que é sina
O leve abrir de pernas, abre portas

E, na percepção sutil, transportas
Nos teus passos silentes, de traquina
A tudo o mais de mim que tu deportas
Me perco nesse olhar que me alucina

Que seja a tua vontade de menina
Só quero, for assim, o que [com portas]
E abertas sejam sempre, sua ladina,
As que do coração por ti já mortas

Libere o que a pena em mim comina
Não vertam só por ti sangue em aortas
No fundo de meu peito o nome assina
Que não mais seja o teu, tu não suportas

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: http://oldboy1985.deviantart.com/art/susan-deconstructed-136800685

terça-feira, 25 de maio de 2010

TODA A SORTE DE QUERER



TODA A SORTE DE QUERER

Eu quero a sabedoria do marinheiro
Que a tudo sabe ler na própria palma
Lançou-se ao mar e ao mundo inteiro
E o mundo é que trás inscrito n’alma

Quero ser qual o beduíno do deserto
Que por estrelas e pelo sol se orienta
Que na areia faz traçar destino certo
E jamais se perde a si enquanto tenta

Quero pra meu céu, de luz, cruzeiro
E pra descanso, a sombra do outeiro
Proteção que o astrolábio só intenta

E se a todas estas coisas é que quero
Por mais que queira é que te espero
Irmos juntos pra onde o vento venta

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http--5.media.tumblr.com-gsfyUOO8ipkrxk15L2QNifGMo1_500.jpg

sábado, 22 de maio de 2010

CORA, SÃO-TE OS PÉS / D'ALMA E SUAS JANELAS- II / ELA




CORA, SÃO-TE OS PÉS

Aos pé d'aços não dá pé
Pede a sós, te seja junto
Que só mesmo muita fé
Tal amor não se defunto

No vermelho que te unto
Os teus pés, tanto beijei
Nessa altura um dia hei
[Afogar, te] seja assunto

Mi corazón te ponta-pé
Te ponho fim, ao que não é
E se de novo queira junto
Ah, nem me pergunto

Francisco de Sousa Vieira Filho
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D'ALMA E SUAS JANELAS- II


“Janela aberta mar adentro... ”
(Arianne Pirajá)

Por certo seja a certa
A janela que te aberta
E se descubra a-mar-a-mundo
É que te acertas de [pro]fundo


Francisco de Sousa Vieira Filho
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ELA

Ela há de ser,
Este seu ar de ser,
E o que lhe arde em ser
Hades não lhe seja...
Há de ser Eu Sou
Namastë
 
Francisco de Sousa Vieira Filho 
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FOTO: http--dockera.com-pics-erotic-legs2.jpg

quinta-feira, 20 de maio de 2010

SÓ SEI QUE É DOR



SÓ SEI QUE É DOR

Ausência é um dedo em riste
Que te aponta o que for triste
O que se fez, o que se deixou
Por quem aqui não nos ficou

A distorcer tudo o que existe
Pelo que já nem sei quem sou
Se sou que vivo ou que assiste
À sombra triste do que restou

Francisco de Sousa Vieira Filho


ARTE: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/ilustracoes-inusitadas_album.jhtm?abrefoto=19 [Bruno Mota] - também disponível em: http://www.ubrunomota.blogspot.com/