The Lair of Seth-Hades
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg

Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

P.S.: a PagSeguro não fornece um sistema de cadastro de vários produtos, de modo que, quem efetue a compra, deve me enviar um e-mail [iarcovich@hotmail.com], ou mesmo me deixar 'comment' aqui mesmo num dos 'posts', dizendo qual exemplar deseja receber. Por hora, a forma de pagamento disponível é apenas a de boleto bancário. Amanhã já liberam pra cartão. ;)

Pag Seguro - compra dos livros

Carrinho de Compras

domingo, 15 de agosto de 2010

DIZ.AÇO.CEGADA LÂMINA



DIZ.AÇO.CEGADA LÂMINA

Ré-num-se-é-ação
Por isso sigo
A remo.dela.ar-te
Praia.e.mar-te
A.fazer in corpore sano
Com.petição de princípio
Se ré.moda - lá
A.cor.des-te o silêncio
A ti dei.ficar,
E se te avô-lume tanto
Há paz e filhos, evoé!
Tu, foi-se cortante,
Diz.aço.cegada lâmina
Pa.lavras até agir-las
A moldá-las
Como bem se queira
Comendo-as, farto
Veia cava a via
Em que se em.tesoura
E dê.seja.arte És-calar
Nas saliências e curvas
De teu corpo
E com a boca cheia
Livre.é.tua.são
Em.sanos gestos
E se ao dê.com.pôr
Cada nota su.ave
Te em.lace em.galho.lá[r]
Ver.gastasse-me alma
Que é de falt.ar
Que somos feitos,
Sempre nus, falta
Algo a que quereremos

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: Luiz Royo

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

AH, PRÉ-CIAR




AH, PRÉ-CIAR

Nesta amar-ação
A-prece-ando-te
Não com-medido
Que se a prece há
Diz-medido sigo
Divagando ao sol
Te a-preço o passo
Ao não-ser do dia
Que n[esse paço]
Teu átrio dá vida
E como a pré-cio
E te rasgo a redes
À cost[a] ur[r]ar-te
Para amor[tecer]
Teu diz-com-ser-tu
Te seio com fome
Minha ando rinha
E falta-AR-TE-ei
A fart-ar jorra-ar
Jorra.nada depois ía
A-com-praz.o-ermo
Se te en-lutas vãs
Te perturba-ar-dor
Diz-prezo os lutos
Que su por-to amar
Éu.mastro-u[n].ave

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: http://www.tumblr.com/ tumblr_krwu8mlJsg1qzdhvpo1_500

domingo, 8 de agosto de 2010

ANDAIME



ANDAIME

Não é a poesia que precisa do mundo, 
o mundo é que precisa depois ía, 
justo porque ela imprecisa.


Curta a noite. Que tão-logo passe. De flor ar teu caminho. A-risco feito coisa-feita. Sem amar-às uma – diz-[carta às] na manga. E à dor hei de sem ti, [bem sei me]. Se ainda de moro-te. E me parece viva. Quase se movente. Deste-erro se aprende. Como de todos mais. E no prato mais fundo. A-larga margem de erro, se faz de muito rio da vida... Amasse o erro como, sábio, ama[ssa] o pai ao ver, nu cair do filho, o aprendizado de andar... Se me des-pido é que te peço compre e são. E, na trilha deste andaime, sigamos, pois; que divagar com a dor [e com anda-e-ame] face bem; se faz que passe logo... A no[i]te tudo ao fim. Ía-té, mais ti[arde]... Vou! Ir-rei és quer ser se nus me uso erros crê só.

Francisco de Sousa Vieira Filho
FOTO: http://ffffound.com/image/51d8605a93847465949b387966d502d865631f4a?c=4705051

sábado, 7 de agosto de 2010

DE [D] ILHAR



DE [D] ILHAR

De cifrar-te as notas
Quando já me f[rias]
Em mel, o dia doce
Que se moveu disso
É que és trago a ti
Quis abraço e terno
Mas nu me foice
Teu amar gozo
Ex terno amor
Que se [pois ía]
Já em torno, ou se
Em dor fina
Por não [sal Dio]
Mão no se[u] ar

Francisco de Sousa Vieira Filho 
FOTO: http://yayeveryday.com/post/2472

Este cá também encontra inpiração em Marla de Queiroz http://doidademarluquices.blogspot.com/ [Trans-FLOR-Marla]. A bem da verdade, porém, comecei estas brincadeiras com as palavras por inspiração de Adriana do blog http://polenradioativo.blogspot.com/, em quem também se inspira o presente escrito, e a quem ora indico também, não apenas pela paga inspiradora, mas porque um blog criativo, visceral, pulsante, mágico, belo o que ali se lê e vê. That´s it! :D

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

TÁ, TU...


TÁ, TU...


Se a ti me entre
Tenho
Com palavras
[Ou se delas sou]
E [se em] te[u]
Ar com teço
A teia
Sempre
A-prendo-a ti
E acolhendo-a
N[esse paço]
De entre nós
Bem apertados
A não te [ver/ter]
E se ao “tato agem
Os dedos dela
Em mim” [*]
Ou o[s] mel[s]
Nela
Até [r] minar
As forças
Mesmo que
Pra [com] versar
Se [tu]-a-p[arte]
Pêlo todo
Tem tu
És vazia[r]
E tu [a]pondera-te
De mim

Francisco de Sousa Vieira Filho

[*] -> inpirado em Marla de Queiroz via twitter -> indico a leitura mágica, cândida, suave e bela de http://doidademarluquices.blogspot.com/ [Trans-FLOR-Marla]

FOTO: 9712056-lg.jpg Stephan Brauchli 2009 -> http://photo.net/photodb/user?user_id=761592

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

VÊ-[L]Á-O-MÁR




VÊ-[L]Á-O-MÁR


Há-uma
Faz sina ação
De roto-lar
Que des[a]briga
Face tugúria
E se nos fez
Ao dar-se
Em porta
Ânsia além
Da [de vida]
E a[o] mar se ía
Alma[r] que
Sendo tina
Mora o coral são
Quer?! Vê! Lê! Já!
Que tenta-ação
Se ab[surdos] 'sãos'
Que não se jogam
‘Almar’
E não se dá ré
Em luz de proa
Ré-seio que
Se a colho
A [l]ida é boa

Francisco de Sousa Vieira Filho 

FOTO: http://ffffound.com/image/a270cb7bb839710adeda8838c951e0a0fdec6d0f

terça-feira, 3 de agosto de 2010

NÓS PARTE IDOS



NÓS PARTE IDOS

Nessa arte
Que faz parte
Parte ido,
Se vai junto
Ou algum pedaço
Antigo fica?

Se partido assim
De todo
Não me vou

Que a metade afim
No lodo
Lá ficou

[Nos idos
Do primordial]

E se foi
Deixa de ser,
Será [ou não],

Algo persiste,
Algo insiste,
E que não muda não

A que reconheçamos
Fomos e seremos
Pois sejamos...

E nem bem importa
Que nome escolhamos
Dar para o tal algo...

Ele nos aporta
A que saibamos
Quão fildalgos
Sumos

ARTE: PETER CALLENSEN -> http://yayeveryday.com/post/8288 &  http://www.hipbip.com/2009/11/peter-callesen/

sábado, 31 de julho de 2010

DULCE & DULCÍSSIMA


DULCE

Que vibra, acontece e transita na alma de menina, ao descobrir que, ao mais simples olhar que lhe fita, ela hipnotiza e fascina? Se tal coisa seja maldição ou sina, qual mistério a se antever no ar, fez-se a alma de menina, uma alma de mulher pra amar. E se conscientiza de um dom que é seu. Que é de controle, mais que posse – mando e domínio. Que faz servil, e de bom grado, não se oferece resistência. E nem lhe importa bem seja lá um poder seu. Ou se fraqueza do olhar que ela venceu.

Francisco de Sousa Vieira Filho

DULCÍSSIMA

Que transita na alma feminina,
Se descobre, ao mais simples olhar
Que lhe fita, hipnotiza e fascina...
Faz o coração renitente falhar

Se tal coisa é maldição ou sina
Qual o mistério a se antever no ar
Que se fora uma alma de menina
Torna-se alma de mulher, pra amar

E nem cuida seja tão um poder seu
Ou se fraco o olhar que ela venceu
Desabrocha já ciente de seu dom
                                        
Que se faz mestra ao dançar ao som
E que palpita, é nosso, teu e meu
A dizer que essa menina já cresceu

Francisco de Sousa Vieira Filho 

FOTO: http://ffffound.com/image/f2a38823fb4b5c2a0ddf18011478f334306070fc?c=5508186