domingo, 15 de agosto de 2010
DIZ.AÇO.CEGADA LÂMINA
DIZ.AÇO.CEGADA LÂMINA
Ré-num-se-é-ação
Por isso sigo
A remo.dela.ar-te
Praia.e.mar-te
A.fazer in corpore sano
Com.petição de princípio
Se ré.moda - lá
A.cor.des-te o silêncio
A ti dei.ficar,
E se te avô-lume tanto
Há paz e filhos, evoé!
Tu, foi-se cortante,
Diz.aço.cegada lâmina
Pa.lavras até agir-las
A moldá-las
Como bem se queira
Comendo-as, farto
Veia cava a via
Em que se em.tesoura
E dê.seja.arte És-calar
Nas saliências e curvas
De teu corpo
E com a boca cheia
Livre.é.tua.são
Em.sanos gestos
E se ao dê.com.pôr
Cada nota su.ave
Te em.lace em.galho.lá[r]
Ver.gastasse-me alma
Que é de falt.ar
Que somos feitos,
Sempre nus, falta
Algo a que quereremos
Francisco de Sousa Vieira Filho
ARTE: Luiz Royo
Marcadores:
experimental
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
AH, PRÉ-CIAR
AH, PRÉ-CIAR
Nesta amar-ação
A-prece-ando-te
Não com-medido
Que se a prece há
Diz-medido sigo
Divagando ao sol
Te a-preço o passo
Ao não-ser do dia
Que n[esse paço]
Teu átrio dá vida
E como a pré-cio
E te rasgo a redes
À cost[a] ur[r]ar-te
Para amor[tecer]
Teu diz-com-ser-tu
Te seio com fome
Minha ando rinha
E falta-AR-TE-ei
A fart-ar jorra-ar
Jorra.nada depois ía
A-com-praz.o-ermo
Se te en-lutas vãs
Te perturba-ar-dor
Te perturba-ar-dor
Diz-prezo os lutos
Que su por-to amar
Éu.mastro-u[n].ave Francisco de Sousa Vieira Filho
Marcadores:
erótico,
experimental
domingo, 8 de agosto de 2010
ANDAIME
ANDAIME
Não é a poesia que precisa do mundo,
o mundo é que precisa depois ía,
justo porque ela imprecisa.
Curta a noite. Que tão-logo passe. De flor ar teu caminho. A-risco feito coisa-feita. Sem amar-às uma – diz-[carta às] na manga. E à dor hei de sem ti, [bem sei me]. Se ainda de moro-te. E me parece viva. Quase se movente. Deste-erro se aprende. Como de todos mais. E no prato mais fundo. A-larga margem de erro, se faz de muito rio da vida... Amasse o erro como, sábio, ama[ssa] o pai ao ver, nu cair do filho, o aprendizado de andar... Se me des-pido é que te peço compre e são. E, na trilha deste andaime, sigamos, pois; que divagar com a dor [e com anda-e-ame] face bem; se faz que passe logo... A no[i]te tudo ao fim. Ía-té, mais ti[arde]... Vou! Ir-rei és quer ser se nus me uso erros crê só.
Francisco de Sousa Vieira Filho
FOTO: http://ffffound.com/image/51d8605a93847465949b387966d502d865631f4a?c=4705051
Marcadores:
experimental
sábado, 7 de agosto de 2010
DE [D] ILHAR
DE [D] ILHAR
De cifrar-te as notas
Quando já me f[rias]
Em mel, o dia doce
Que se moveu disso
É que és trago a ti
Quis abraço e terno
Mas nu me foice
Teu amar gozo
Ex terno amor
Que se [pois ía]
Já em torno, ou se
Em dor fina
Por não [sal Dio]
Mão no se[u] arFrancisco de Sousa Vieira Filho
Este cá também encontra inpiração em Marla de Queiroz http://doidademarluquices.blogspot.com/ [Trans-FLOR-Marla]. A bem da verdade, porém, comecei estas brincadeiras com as palavras por inspiração de Adriana do blog http://polenradioativo.blogspot.com/, em quem também se inspira o presente escrito, e a quem ora indico também, não apenas pela paga inspiradora, mas porque um blog criativo, visceral, pulsante, mágico, belo o que ali se lê e vê. That´s it! :D
Marcadores:
amor,
erótico,
experimental
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
TÁ, TU...
TÁ, TU...
Se a ti me entre
Tenho
Com palavras
[Ou se delas sou]
E [se em] te[u]
Ar com teço
A teia
Sempre
A-prendo-a ti
E acolhendo-a
N[esse paço]
De entre nós
Bem apertados
A não te [ver/ter]
E se ao “tato agem
Os dedos dela
Em mim” [*]
Ou o[s] mel[s]
Nela
Até [r] minar
As forças
Mesmo que
Pra [com] versar
Se [tu]-a-p[arte]
Pêlo todo
Tem tu
És vazia[r]
E tu [a]pondera-te
De mim
Francisco de Sousa Vieira Filho
[*] -> inpirado em Marla de Queiroz via twitter -> indico a leitura mágica, cândida, suave e bela de http://doidademarluquices.blogspot.com/ [Trans-FLOR-Marla]
Marcadores:
erótico,
experimental
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
VÊ-[L]Á-O-MÁR
VÊ-[L]Á-O-MÁR
Há-uma
Faz sina ação
De roto-lar
Que des[a]briga
Face tugúria
E se nos fez
Ao dar-se
Em porta
Ânsia além
Da [de vida]
E a[o] mar se ía
Alma[r] que
Sendo tina
Mora o coral são
Quer?! Vê! Lê! Já!
Que tenta-ação
Se ab[surdos] 'sãos'
Que não se jogam
‘Almar’
E não se dá ré
Em luz de proa
Ré-seio que
Se a colho
A [l]ida é boaFrancisco de Sousa Vieira Filho
Marcadores:
experimental
terça-feira, 3 de agosto de 2010
NÓS PARTE IDOS
NÓS PARTE IDOS
Nessa arte
Que faz parte
Parte ido,
Se vai junto
Ou algum pedaço
Antigo fica?
Se partido assim
De todo
Não me vou
Que a metade afim
No lodo
Lá ficou
[Nos idos
Do primordial]
E se foi
Deixa de ser,
Será [ou não],
Algo persiste,
Algo insiste,
E que não muda não
A que reconheçamos
Fomos e seremos
Pois sejamos...
E nem bem importa
Que nome escolhamos
Dar para o tal algo...
Ele nos aporta
A que saibamos
Quão fildalgos
Sumos
Marcadores:
livre
sábado, 31 de julho de 2010
DULCE & DULCÍSSIMA
DULCE
Que vibra, acontece e transita na alma de menina, ao descobrir que, ao mais simples olhar que lhe fita, ela hipnotiza e fascina? Se tal coisa seja maldição ou sina, qual mistério a se antever no ar, fez-se a alma de menina, uma alma de mulher pra amar. E se conscientiza de um dom que é seu. Que é de controle, mais que posse – mando e domínio. Que faz servil, e de bom grado, não se oferece resistência. E nem lhe importa bem seja lá um poder seu. Ou se fraqueza do olhar que ela venceu.
Francisco de Sousa Vieira Filho
DULCÍSSIMA
Que transita na alma feminina,
Se descobre, ao mais simples olhar
Que lhe fita, hipnotiza e fascina...
Faz o coração renitente falhar
Se tal coisa é maldição ou sina
Qual o mistério a se antever no ar
Que se fora uma alma de menina
Torna-se alma de mulher, pra amar
E nem cuida seja tão um poder seu
Ou se fraco o olhar que ela venceu
Desabrocha já ciente de seu dom
Que se faz mestra ao dançar ao som
E que palpita, é nosso, teu e meu
A dizer que essa menina já cresceu
Francisco de Sousa Vieira Filho
FOTO: http://ffffound.com/image/f2a38823fb4b5c2a0ddf18011478f334306070fc?c=5508186
Marcadores:
prosa poética,
soneto
Assinar:
Postagens (Atom)










