sábado, 7 de agosto de 2010
DE [D] ILHAR
DE [D] ILHAR
De cifrar-te as notas
Quando já me f[rias]
Em mel, o dia doce
Que se moveu disso
É que és trago a ti
Quis abraço e terno
Mas nu me foice
Teu amar gozo
Ex terno amor
Que se [pois ía]
Já em torno, ou se
Em dor fina
Por não [sal Dio]
Mão no se[u] arFrancisco de Sousa Vieira Filho
Este cá também encontra inpiração em Marla de Queiroz http://doidademarluquices.blogspot.com/ [Trans-FLOR-Marla]. A bem da verdade, porém, comecei estas brincadeiras com as palavras por inspiração de Adriana do blog http://polenradioativo.blogspot.com/, em quem também se inspira o presente escrito, e a quem ora indico também, não apenas pela paga inspiradora, mas porque um blog criativo, visceral, pulsante, mágico, belo o que ali se lê e vê. That´s it! :D
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erótico,
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
TÁ, TU...
TÁ, TU...
Se a ti me entre
Tenho
Com palavras
[Ou se delas sou]
E [se em] te[u]
Ar com teço
A teia
Sempre
A-prendo-a ti
E acolhendo-a
N[esse paço]
De entre nós
Bem apertados
A não te [ver/ter]
E se ao “tato agem
Os dedos dela
Em mim” [*]
Ou o[s] mel[s]
Nela
Até [r] minar
As forças
Mesmo que
Pra [com] versar
Se [tu]-a-p[arte]
Pêlo todo
Tem tu
És vazia[r]
E tu [a]pondera-te
De mim
Francisco de Sousa Vieira Filho
[*] -> inpirado em Marla de Queiroz via twitter -> indico a leitura mágica, cândida, suave e bela de http://doidademarluquices.blogspot.com/ [Trans-FLOR-Marla]
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
VÊ-[L]Á-O-MÁR
VÊ-[L]Á-O-MÁR
Há-uma
Faz sina ação
De roto-lar
Que des[a]briga
Face tugúria
E se nos fez
Ao dar-se
Em porta
Ânsia além
Da [de vida]
E a[o] mar se ía
Alma[r] que
Sendo tina
Mora o coral são
Quer?! Vê! Lê! Já!
Que tenta-ação
Se ab[surdos] 'sãos'
Que não se jogam
‘Almar’
E não se dá ré
Em luz de proa
Ré-seio que
Se a colho
A [l]ida é boaFrancisco de Sousa Vieira Filho
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experimental
terça-feira, 3 de agosto de 2010
NÓS PARTE IDOS
NÓS PARTE IDOS
Nessa arte
Que faz parte
Parte ido,
Se vai junto
Ou algum pedaço
Antigo fica?
Se partido assim
De todo
Não me vou
Que a metade afim
No lodo
Lá ficou
[Nos idos
Do primordial]
E se foi
Deixa de ser,
Será [ou não],
Algo persiste,
Algo insiste,
E que não muda não
A que reconheçamos
Fomos e seremos
Pois sejamos...
E nem bem importa
Que nome escolhamos
Dar para o tal algo...
Ele nos aporta
A que saibamos
Quão fildalgos
Sumos
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sábado, 31 de julho de 2010
DULCE & DULCÍSSIMA
DULCE
Que vibra, acontece e transita na alma de menina, ao descobrir que, ao mais simples olhar que lhe fita, ela hipnotiza e fascina? Se tal coisa seja maldição ou sina, qual mistério a se antever no ar, fez-se a alma de menina, uma alma de mulher pra amar. E se conscientiza de um dom que é seu. Que é de controle, mais que posse – mando e domínio. Que faz servil, e de bom grado, não se oferece resistência. E nem lhe importa bem seja lá um poder seu. Ou se fraqueza do olhar que ela venceu.
Francisco de Sousa Vieira Filho
DULCÍSSIMA
Que transita na alma feminina,
Se descobre, ao mais simples olhar
Que lhe fita, hipnotiza e fascina...
Faz o coração renitente falhar
Se tal coisa é maldição ou sina
Qual o mistério a se antever no ar
Que se fora uma alma de menina
Torna-se alma de mulher, pra amar
E nem cuida seja tão um poder seu
Ou se fraco o olhar que ela venceu
Desabrocha já ciente de seu dom
Que se faz mestra ao dançar ao som
E que palpita, é nosso, teu e meu
A dizer que essa menina já cresceu
Francisco de Sousa Vieira Filho
FOTO: http://ffffound.com/image/f2a38823fb4b5c2a0ddf18011478f334306070fc?c=5508186
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prosa poética,
soneto
quinta-feira, 22 de julho de 2010
[SEM TI] AQUI & SIM, TU
[SEM TI] AQUI
Saudade de não sei quem
Vontade de não sei quê
Que arde eu não sei onde...
Saudade é [uma idade]
Que [é feito] borboleta
Ao sol se [rema é dia]
A lua pinga gotas
Colírio para [ar]dores
A alma se sacia
E segue um novo dia
Qu[eu] sol faz esquecer
Saudade de você
Francisco de Sousa Vieira Filho
SIM, TU
[Sem ti] aqui
Em tarde ser
Que ela foice
Amanhã sendo
A-fagos[cito]
Que, ah, [sim, tu]
Francisco de Sousa Vieira Filho
ARTE: http://yayeveryday.com/post/983
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
ÍSIS
ÍSIS
Mais oculto está o que se mostra
Frente a todos mais se encortina
O que ante o palco-sol se prostra
Que somente o mais arguto atina
Seja a cosa que tomemos nostra
Ou se outra que qual dançarina
Cega olhos à mais fina amostra
Qual cigana em dança felina
Melhor nos sirva esta neblina
Que, no escuro do mar, a ostra
Que ao entesourar logo malsina
E a sabedoria que se entremostra
Faz-se a pedra de toque, a quina
Que expõe os sete véus à mostraFrancisco de Sousa Vieira Filho
ARTE: http://yayeveryday.com/post/7241.jpg
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filosófico,
soneto
quinta-feira, 15 de julho de 2010
DE CERTA AÇÃO & HATE ME!
DE CERTA AÇÃO
Um dia, tolamente, achei só eu percebesse, à noite, os pensamentos dos que dormem, dormem com eles; ao passo que os meus aí é que acordam. E lhes sobra espaço, bem mais espaço. E, sente em mim, à noite, é que eu desperto. Aí o pensamento é mais agudo e amplo e o olhar mais vasto e pleno naquilo que é capaz de contemplar e o coração mais livre.
Francisco de Sousa Vieira Filho
HATE ME!
Todo xenófobo é incompetente
Teme que por mais que tente
O poder de superação daquele
Que seja mais fraco do que ele
Ainda que em algum instante
Invariavelmente o suplanteFrancisco de Sousa Vieira Filho
ARTE: http://jdillon.net/wat3b.jpg
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