The Lair of Seth-Hades
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg

Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

P.S.: a PagSeguro não fornece um sistema de cadastro de vários produtos, de modo que, quem efetue a compra, deve me enviar um e-mail [iarcovich@hotmail.com], ou mesmo me deixar 'comment' aqui mesmo num dos 'posts', dizendo qual exemplar deseja receber. Por hora, a forma de pagamento disponível é apenas a de boleto bancário. Amanhã já liberam pra cartão. ;)

Pag Seguro - compra dos livros

Carrinho de Compras

sábado, 3 de abril de 2010

UM DEGRAU DE...



UM DEGRAU DE...

(...) Porque, por vezes,
Não há explicação,
Só sensação;
Meio que sem senso
E bem menos de ação...
Permita-se,
Permita-se, sempre!
Suas ações
Sejam ações
E não reações.
Se alguém te magoou
Pra que tanto se afetar,
Se sempre vão?!...
E tão [pro fundo a mente]!
Permita-se, então:
Viva, sinta, sorria, 
Chore, sofra, corra...
Que faz parte do viver
– do viver pleno –
O ofertar-se aos dois lados:
Seja pela dor ou pelo amor,
Mas seja sempre via cor
E com cores vivas
Que preto e branco não dá!

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: www.annaschwarzer.com/wp/bilder/moods/moods5.jpg

quinta-feira, 1 de abril de 2010

SÓ...



SÓ...

Se de um lobo só lhe dou
Solidão que seca a alma
Sem pensar que aqui estou
Só lhe dão o que quiserem
As palavras que da palma
Solidão é o que te inferem
E aqui sem a menor calma
Só lidar com o que te ferem
Que de ti não necessito
Nesse cito é que persigo
O que te nesse sito sigo
É que só, melhor Eu Sou
Solitário estar comigo?!
Se contigo, eu só estou...
Solitário é que me vou!

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: image.obsessionart.com/images/products/IgorVasiliadis_004_XL.jpg

quarta-feira, 31 de março de 2010

MEMENTO MORI & SELETIVA




MEMENTO MORI*

Pra desafinar essa tua pose de autarca
Ela vem a te mostrar o quanto escravo
És qual todos e partilhas mesma marca
E que dela não se escapa nem se bravo

E vem ela, cuja esfera a tudo abarca
Não importa se for gênio, se for parvo
Seja rico ou seja pobre, com ela arca
E não tarda a fincar seu longo cravo

E a todos é que aloca numa só barca
Seja longo ou seja breve o desagravo
É que logo se dará o que se embarca

Na viagem da vertigem e do que é travo
Pra bem longe da saudosa terra parca
Que pensou que fosse mel e era favo

Francisco de Sousa Vieira Filho

* [memento mori - "lembra-te que morrerás" ]
------------------------------------------------ 

SELETIVA

            À Dama Branca de Bandeira

A ela se apresentam todos
Acorrendo aptos e inaptos
Os bons e maus jogadores
Numa lida sem torcedores

Indiferente aos fatos todos
Faz equânimes os seus atos
E iguais adultos e juniores
Para eles, a “Liberta Dores”

Sua foice segue a fronte altiva
Displicente golpe faz a seletiva
E ninguém escapa dos horrores,
Que na vida não há torcedores!

Francisco de Sousa Vieira Filho

FONTE:  VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 24..

ARTE:fffound - guild war - centaur


quinta-feira, 25 de março de 2010

O POETA PENA



O POETA PENA



Qual ferreiro qu´entre o malho e a bigorna 
Molda o frio aço com o labor de sua arte 
Dobra e verte, corta e mexe, mutila e orna 
Quer extrair do coração seu peso e parte

E quer que seja água o que lhe verta, morna
Se na frialdade arranca um quase-enfarte
Sendo a si que vê no caldo a que entorna
Pois no imo-palco quem sussurra é Marte

Mapa, trilha ou talvez até um mero encarte
Que da vida se é a divisa, ou o que contorna
Sede tal dum rio infindo para que se farte

E ao calor, um pouco mais de si enforna
Quer seja brasão, seja mesmo um baluarte
Aquele pouco que do caldeirão retorna

Francisco de Sousa Vieira Filho


ARTE:  http://webdesignledger.com/wp-content/uploads/2010/03/architecture_photography_6.jpg

quarta-feira, 24 de março de 2010

SER RADICAL


SER RADICAL


Colimam para que o mundo piore
Os que esquecem o a priori.
Pouco útil é a filosofia da práxis,
Ao supor prescindir da rádix.
Faltar-lhe-á o sólido fundamento
Para guiá-la ao visado intento.
Porventura se constrói edifício
No limbo arenoso do suplício?
Que tu queres?
Teorizar sobre bolha de sabão?!
A ti mesmo feres,
Desconhecendo a eterna canção!
Tu, que só labutas com lei contingente
És tão-só um espírito indigente
Busca o saber absoluto
E não te cinjas mais de luto.
Não sejas cego, coração altivo,
Quando dizes: tudo é relativo.
Sei que isto é bem verdade,
Mas somente em pouca parte.
Certamente, absoluta seria,
Se, em todo, fosse verdade,
A afirmação que se fazia;
O que é impropriedade.
Como pode absoluta ser,
A lei que teima em dizer
Que tudo é relativo?
Eu te digo compassivo:
Ela a si está contradizendo,
E absoluta se fazendo.
E não me chames de parcial,
Sequer mereço ser chamado radical.
Pois parcial eu seria toda vida,
Se isto te abrisse os olhos para a eterna lida.
Achas tu ser radical termo pejorativo?!
Para teu preconceito, procura outro paliativo.
Queria eu poder ser radical
E vislumbrar o alvo final.
Radical é quem as raízes procura 

E, sendo cego, vê luz em noite escura;

É quem persegue, da Verdade, a essência
E não se conforma com empírica maledicência.

Francisco de Sousa Vieira Filho.

FONTE:  VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 47 e 48.

ARTE:  http://18.media.tumblr.com/tumblr_kw6srowTr01qa53xho1_500.jpg

terça-feira, 23 de março de 2010

MALA SUERTE



MALA SUERTE

Hoje eu quero a dor 
Já nem anseio pela morte 
Quem me dera aquela sanha 
Se então me sobreviesse  
Uma outra melhor sorte 
E um bem maior teria sido o rancor 
Que por certo hei de guardar  
E em o lançando ao vórtice 
No ciclo inferi que só se repete 
E que mal abranda, quanto mais me aquiete 
Viva eu meu inferninho cá 
Que não me resta outra consorte 
Nesta vida boa coisa não há 
Tanto melhor seria a morte
Mas hoje eu quero a dor

Francisco de Sousa Vieira Filho

FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 30.


ARTE:Dorian Cleavenger - http://reinosemnome.files.wordpress.com/2009/07/dorian_cleavenger_thejota.jpg

* Post Scriptum: calma, galera, não é algo de agora [risos]. A poesia, por vezes, consegue [mais que tudo] encapsular um sentimento e, como catarse, retirá-lo e imortalizá-lo [áinda bem que fora - risos]... ah, hoje li algo que gostaria de ter escrito, algo simples, direto, incrivelmente preciso e quase mágico em tudo o que comporta em si - "o poeta pena"

segunda-feira, 22 de março de 2010

PRÊMIO DARDOS

Recebi este selo "Prêmio Dardos" da amiga Marília Borges e seu Meridiano Digital, como um espaço que utiliza suas artes fotográficas e textos para transmitir valores culturais, éticos e pessoais.
Gostaria de repassá-lo aos seguintes blogs que reconheço a excelente qualidade de conteúdo:

http://nydiabonetti.blogspot.com/

http://olugarqueimporta.blogspot.com/

http://liricadocastelo.blogspot.com/

http://releiturasdemundo.blogspot.com/

http://razoar.blogspot.com/

http://eumeuoutro.blogspot.com/

http://tasapreciacao.blogspot.com/

http://acordapravidah.blogspot.com/

http://dialogospoeticosimello.blogspot.com/

http://bflor.blogspot.com/

http://ianemello.blogspot.com/

http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com/

http://blognotapreta.blogspot.com/

http://historiadaminhaalma.blogspot.com/

http://ritaapoena.blogspot.com/

http://pensamentoseolhares.blogspot.com/

http://mariaclara-simplesmentepoesia.blogspot.com/

http://walkyria-suleiman.blogspot.com/

http://avassaladora-minhasvidas.blogspot.com/

http://cronicasderobertolima.blogspot.com/

http://poesiacronica.blogspot.com/

http://6vqcoisa.blogspot.com/

http://salvadorarnaublog.blogspot.com/

http://okayempatins.blogspot.com/

Tentei botar quase todo mundo... rs...

:D

Selo - superior-scribbler-award



Presente recebido da amiga Carmen Eugênio do Blog Carmen Eugenio

"What is a Superior Scribbler? One who employs mad skillz to communicate in this crazy, crazy world. Who pontificates, explains, memorializes & entertains. Who has a funny bone & is not afraid to use it. Whose cyber-crib we return to again & again, because it just feels right."
~ Melissa B. - The Scholastic Scribe ~

Devo repassá-lo, seguindo as seguintes regras:
Cada Superior Scribbler (SS) deve passar o prêmio para 5 amigos que tenham merecimento
Cada SS deve linkar o autor e nome do blog de quem ele recebeu o prêmio.
Cada SS deve exibir o prêmio em seu blog e disponibilizar o link para o Post Original que explica o prêmio
Cada SS é convidado a visitar o post que explica a atribuição do prêmio e deixar um comentário, adicionando assim o seu nome à Mr. Linky List. Lá eles mantém uma lista atualizada de todos que receberam o prêmio.

Cada SS deve colocar essas regras no seu blog.

Caramba, sou fã de muitos blog´s, mas como só posso repassar a 5, aqui vai [critério: os primeiros que me vieram à mente] rs...:
- Henrique Pimenta - Site Bar do Bardo
- Wania do Blog Encantaventos 
- Arianne Pirajá do Blog Tag Me Tender
- Gil do Blog do Blog Essência Dispersa
- Snail Track do Blog Snail Track

domingo, 21 de março de 2010

ÀS VEZES

 
ÀS VEZES...

Às vezes, olho pra você e vejo uma menininha a quem quero oferecer colo e proteger contra todos os males e vicissitudes desta vida, deste mundo.

Às vezes, olho pra você e vejo a irmã a quem quero dar conselhos, como bem faria um irmão mais velho.

Às vezes, eu olho pra você e vejo a amiga com quem quero compartilhar alegrias e tristezas, minhas e suas, porque – acredite – são todas elas nossas!

Às vezes, olho pra você e vejo a mulher que quero estreitar entre meus braços, trazer junto ao peito e beijar, tendo-a então a meu lado como companheira, na longa e poenta estrada da vida.

De uma coisa eu tenho certeza, quer te esteja vendo ou não, quer estejamos próximos ou que a distância de mundos (os mundos diferentes em que vivemos) nos separe...

Eu te amo! E te amarei sempre!

Francisco de Sousa Vieira Filho


FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 67.

ARTE: Luís Royo 

sexta-feira, 19 de março de 2010

A ILHA

A ILHA

            “Navegamos entre arquipélagos de certeza
             em meio a oceanos de incerteza.”
                                                          Edgar Morin

Qual o ancião que o triste vão tateia
E segue perambulando na penumbra
É o ente humano e antes que sucumba
Desvencilhar-se, deseja, dessa teia

Numa mão traz consigo fraco archote
A iluminar a escuridão em que imerso
Legado a que Prometeu fizera trote
Que é teu, é meu, e é nosso anverso

Pois que só diminuta porção por vez
Faz brotar conhecimento de seu lume
E esquece na negrura, na decrepidez

O que outrora se lhe era como cume
Assim fazendo transitemos na aridez
Tão pequenino frasco em tal perfume

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: fffound - 3677500647_2d04995a97_o

quarta-feira, 17 de março de 2010

RAISON D'ETRE


 RAISON D’ÊTRE

                        Ao modo de um
Friedrich Nietzsche

Diáfano labor o perquirir
Haja no passado de lutas
Nas franjas mais ocultas
Eco e sombras do porvir

Dar um sentido ao devir
A mais inútil das labutas
O favor com que insultas
A liberdade de ir e vir

Indícios do que não viste
À entropia queres crivar
Inexorável dedo em riste

Por fim resta só o sibilar
De exclamação mui triste
Que tal coisa nem existe!

Francisco de Sousa Vieira Filho

FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 15.

ARTEhttp://sampaints.com/2009/10/the-crow-procedure/

terça-feira, 16 de março de 2010

TERRA SANTA GUERRA SANTA


 TERRA SANTA GUERRA SANTA

“Homo res homine sacra.”
                Sêneca

Quem terá dado o primeiro tiro?
Aguda é a resposta que perquiro
Será dele a culpa desta guerra?
Não importa, o mutilado berra

Quem atirou a primeira pedra?
O pecador, de pronto, medra
O que não peca até que poderia
Justo por isso é que jamais faria

Se incoerentes vivem em guerra
Seduzidos por material encanto
A digladiar por território santo

Logo a luz ao véu negro desterra
E qual criança que chora se erra
Seres sagrados caem em pranto

Francisco de Sousa Vieira Filho


FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 68.

ARTE: http://guildwars2.si/galerija/comment-page-1/?album=3&gallery=2&nggpage=5&show=gallery&pid=110


domingo, 14 de março de 2010

O LETES DO ESQUECIMENTO



O LETES DO ESQUECIMENTO

Longe estou eu da certeza,
Eqüidistante está a pureza.
Prossigo eu a caminhar,
Por entre sonhos a vagar.
Pensamentos e colagens,
Estranhas paragens,
Tudo confusão!
Movo-me na impressão
Desse estranho guia
Que é a intuição...
Conversas com veladas vozes,
Ou mocos estarão meus ouvidos,
Que me traem feito algozes?!
Mas não esqueço os textos lidos!
E mesmo a trilha que assim percorro,
Parece-me previamente traçada,
Pois, quando à memória recorro,
Das letras, só vejo a imagem embaçada...
Que palavra por mais seca e direta
Não pode ser mostrada
Do Poeta a um poeta

Nessa estranha jornada?

 

Francisco de Sousa Vieira Filho

 

FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 34.

 

ARTE: http://t.sundaybyebye.net/post/108142982/picapixels-9050251-lg-jpg 

quinta-feira, 11 de março de 2010

FIAT LUX - MINOR



FIAT LUX - MINOR

Criar não é algo que surge
Do âmago é que regurgita
É como um apelo que urge
Acessos de um’alma aflita

É qual uma dor que refulge
Um nada, que do nada grita
Um reconhecer-se que ruge
O olhar que a si mesmo fita

E é carência que a si sacia
A transcrever em mímese
Ainda que só por hipótese
Aquilo que em si já se ia

O que for capaz de revirar
O que se nos haja de inato
E por fim é ainda o copiar
E refazer tudo num só ato

Francisco de Sousa Vieira Filho

FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 16.

ARTE: www.khomatech.com/images/commissioned/scorn/book.jpg