The Lair of Seth-Hades
Arte: Meats Meier - http://beinart.org/artists/meats-meier/gallery/meats-meier-2.jpg

Presente do amigo Zorbba Baependi Igreja - artista plástico, poeta e um dos idealizadores da Revista Trimera de Letras e do Projeto Academia Onírica [poesia tarja preta].

LIRA ANTIGA BARDO TRISTE & LIRA NOVA BARDO TARDO

Galera, estou pondo uma conta PagSeguro à disposição, para quem [assumindo o risco por sua própria alma] tenha interesse em adquirir um de meus livros [Lira Antiga Bardo Triste ou Lira Nova Bardo Tardo]. O custo de cada exemplar é de R$ 10,00 + R$ 5,00 de frete. Valeu! :D

P.S.: a PagSeguro não fornece um sistema de cadastro de vários produtos, de modo que, quem efetue a compra, deve me enviar um e-mail [iarcovich@hotmail.com], ou mesmo me deixar 'comment' aqui mesmo num dos 'posts', dizendo qual exemplar deseja receber. Por hora, a forma de pagamento disponível é apenas a de boleto bancário. Amanhã já liberam pra cartão. ;)

Pag Seguro - compra dos livros

Carrinho de Compras

sábado, 22 de maio de 2010

CORA, SÃO-TE OS PÉS / D'ALMA E SUAS JANELAS- II / ELA




CORA, SÃO-TE OS PÉS

Aos pé d'aços não dá pé
Pede a sós, te seja junto
Que só mesmo muita fé
Tal amor não se defunto

No vermelho que te unto
Os teus pés, tanto beijei
Nessa altura um dia hei
[Afogar, te] seja assunto

Mi corazón te ponta-pé
Te ponho fim, ao que não é
E se de novo queira junto
Ah, nem me pergunto

Francisco de Sousa Vieira Filho
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D'ALMA E SUAS JANELAS- II


“Janela aberta mar adentro... ”
(Arianne Pirajá)

Por certo seja a certa
A janela que te aberta
E se descubra a-mar-a-mundo
É que te acertas de [pro]fundo


Francisco de Sousa Vieira Filho
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ELA

Ela há de ser,
Este seu ar de ser,
E o que lhe arde em ser
Hades não lhe seja...
Há de ser Eu Sou
Namastë
 
Francisco de Sousa Vieira Filho 
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FOTO: http--dockera.com-pics-erotic-legs2.jpg

quinta-feira, 20 de maio de 2010

SÓ SEI QUE É DOR



SÓ SEI QUE É DOR

Ausência é um dedo em riste
Que te aponta o que for triste
O que se fez, o que se deixou
Por quem aqui não nos ficou

A distorcer tudo o que existe
Pelo que já nem sei quem sou
Se sou que vivo ou que assiste
À sombra triste do que restou

Francisco de Sousa Vieira Filho


ARTE: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/ilustracoes-inusitadas_album.jhtm?abrefoto=19 [Bruno Mota] - também disponível em: http://www.ubrunomota.blogspot.com/

domingo, 16 de maio de 2010

HÁ-[SE MENTE] FÉRTIL



HÁ-[SE MENTE] FÉRTIL

No tropismo destas horas reverbera
O teu desejo, a tua voz, a tua chama
A mais fiel vontade, o que te esmera
De ascender, lutar, que o sol te clama

Que no oculto da terra não te espera
O tesouro a que teu âmago reclama
Que se[paras], viras pedra, cadavera
Na espera, tua dor não tem balsama

A morte, mais veloz, te quer na cruz
Quer-se sonho esta corrida para luz
Sombra traiçoeira que nos persegue

E mesmo corras, a que não te pegue
Sempre que morras, creia, se deduz
Pra além do pó, é que árvore reluz

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://www.uram.net/images/portfolio/06_09.jpg

sexta-feira, 14 de maio de 2010

QUANTO A PONDERAR SE IMPÕE ERRAR / PERDAS E GANHOS / APENAS!


QUANTO A PONDERAR
SE IMPÕE ERRAR

Riscos há sempre
- Janela de vidro -
Lá fora!

Francisco de Sousa Vieira Filho 
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PERDAS E GANHOS

A vida é feita de perdas
No plano do visível.
Os ganhos, presumo,
Estejam no invisível...
Só espero que os vejamos,
Antes do fim...

Francisco de Sousa Vieira Filho 
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APENAS!

Há penas que são duras
Mas que trazem beleza
E a despeito das agruras
Só desejo te assim seja

O que te escorre da pena,
Ó artista, tão belo chega
A ser que sangra a chaga
Corroa e me dê dó,
Ou o que seja...
Mas, pena,
Que é a vida!
[inteira]
De penar...

Francisco de Sousa Vieira Filho

FOTO: http://ffffound.com/

Post-criptum: o post de hoje é dedicado à perda de um amigo...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

DESEJOS


DESEJOS *

Só um desejo oculto por vez
É que se revela
Por menor o toque, em tua tez
Tão alva e bela
O de querer te abrir a mente
Ou te escancarar as pernas
De um ou outro se pressente:
No negrume de cavernas,
Um se aterra e se oculta;
No alçar vôo e içar velas,
Outro assoma e avulta;
Por ambos
Em ti mergulho
Descambos
De meu orgulho
Um é sol
E o outro é lua
O crisol
E a fome tua
Se um vem, o outro se ia
Também morre e o outro vai
Mata a fome e se sacia
Estertor de um simples ai
De quem assim sente
E a si sente
Em eterno ciclo
E constantemente
E se em ti florir
Eu quereria
Florir-te-ei
Florir-te-ia

Francisco de Sousa Vieira Filho

* ressuscitando um a um - porque certos poemas merecem 'posts' autônomos...

FOTO: www.fffound.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A-CORDA-HOMEM & [PÓ]ESIA É SEM PÓ



A-CORDA-HOMEM

                           A Friedrich Nietzsche
                              pela ins-piração*

Abismo que é de pranto
Que há entre o que fomos
E mira o que inda quanto

Nos distam os finais tomos
Esti[cada] corda é manto
Que encobre que te somos

Seja, pois, este o teu canto
Sede heróica que te impomos
Seja super, seja santo

Se te espera e já faz tanto
Que a-cordássemos...
Quanto espanto!

Francisco de Sousa Vieira Filho

* “O homem é uma corda esticada entre o animal e o super-homem, 
uma corda por cima do abismo”.
               F. Nietzsche

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[PÓ]ESIA É SEM PÓ

Não per[fume] em frasco pequeno
Pequeno frasco em mar de perfume
Pó-ético [incenso] ascende aos céus
Às divindades que nos protejam
Narguilê das mentes livres
Farta fonte dos desejos
Seios de cor

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: synapticstimuli.com-wp-content-uploads-2009-03-595px-auroville_master_plan_1.jpg

domingo, 9 de maio de 2010

MEIO-ASSIM


MEIO ASSIM...*

Me sinto meio assim 
Quando te dói em mim 
Que sou teu meio-tudo 
Se fico meio-mudo, 
Tu falas por mim 
Que sou teu meio-pai 
E teu meio-amigo 
Um meio teu irmão 
E também inteiro-amante 
Teu servo, meio-cão 
Aonde for te sigo 
E nesse meio estou 
Um meio que teu filho 
Por fim, se nessa arte 
Exato meio eu sou 
És tu aquela parte 
Daquilo que me vou

Francisco de Sousa Vieira Filho

* ressuscitando um a um - porque alguns poemas merecem posts autônomos...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

RENDIÇÃO & CORPUS CIRCENSIS


RENDIÇÃO

Não poderei nem uma vez mais
Negligenciar esse meu lado bicho
É dever explorar esse meu nicho
Que de puro ardor e de tantos ais
É que cogito tenha ele sido feito,
Ou que seja como outros tantos
De mesmo fim e com mesmo leito
E nem bem importa saiba quantos
Se aos pés de cada um dos quais
É que eu deva recair em prantos
Que na dor dos vícios se compraz
O que se entrega e tantos quantos
Sigam-lhe os passos até este cais

Francisco de Sousa Vieira Filho

CORPUS CIRCENSIS

Para o amor, eu hei perdido o tato.
Que na peça da vida então me resta,
Se é só o encenar de um simples ato?
Deixar de a tudo antever pela fresta
É como melhor posso resumir o fato.
Se me basta, só, o ardor das meninas,
Adejo pra bem longe todo o fino trato
E me atraco feroz em suas ancas ferinas.

Francisco de Sousa Vieira Filho


ARTE: Luiz Royo

domingo, 2 de maio de 2010

APRENDIZ


APRENDIZ

No quadro que das coisas se diz fútil
Enquadra a cada qual em seu contexto
E te abisma, tudo guarda algo de útil
As banais e as mais tolas, sem pretexto

Com desdém a que tomas e degolas
Distante da sabedoria é que te poisas
A ti também te sacrificas, a ti imolas
Se divisas assim sejam estas coisas

Pois o que hoje te parece suma seiva
Pode bem ser aos olhos de um sábio
Que lhe seja o vulgar e de pior eiva

Mas mesmo o sábio a isto ele releva
Que lhe é da vida o caro provérbio
No tempo e a caminho, tudo enleva

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: http://www.spamula.net/blog/dettmer_01.jpg

domingo, 25 de abril de 2010

NOCTÍVAGO


NOCTÍVAGO

De tudo o quanto trago em mim
A tudo regurgito num só trago
Em vão intento desbravar assim
O véu que nos perturba, aziago

Fio olhos na noite, qual se mago
A querer emaranhar contrafeitiço
Nas malhas enoitadas onde vago
Nos céus de curiosidade eu atiço

Desejos e vontades, desperdício
Dos dias e das horas e das noites
E sou acoimado em seus açoites
Não posso me furtar a este vício

Que vejo que pudesse elaborar
E o preço de pagar então eu pago
Um mínimo minuto a mais criar
Imerso neste sonho me embriago

De sendas tão soturnas, andarilho
Persigo nestas curvas o teu brilho
Que sob o véu místico das brumas
Quer que tanto dure que não sumas

Quisera então o teu menor afago
De ninfa inspiradora que me dita
E na profusão de quase um lago
Minha futura conta é que debita

Os anos que perdidos e sem sono
Das rédeas é que fosse eu o dono
No controle é que poder quisera
Domar-me o que de voraz e fera

E sigo e sou sedento pelo novo
O passo a mais de mim me movo
E o sol que se agiganta preludia
Nascer de algo novo a cada dia

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: Luiz Royo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

DA ANCESTRAL FALA



DA ANCESTRAL FALA

Na dança dos sentidos
E dos corpos e das almas
Não se fala
A língua cala,
Quando os corpos dançam,
E as almas sentem.
Na linguagem ancestral
E táctil da pele
É que se lêem,
Os mudos olhos que se fitam
E os lábios semoventes
Que, sem som, se entendem.
E num cadente murmurar
De pétalas orvalhadas
Desfolhadas
Sob o bater do galho
Em seus açoites
Faz que chova
E em flores, fertiliza,  
Pela força
Desses ventos
Imperiosos
De par em par.
E se sucede
Em meio a sons,
Tão ancestrais
Quanto o vagir
Do nascituro,
O mais desejado
E benfazejo
Silêncio.
E a solidão
– Seu triste pouso – 
Já não é mais
Que um lugar onde,
Outrora, habitaram duas
Consciências separadas
Que num só,
No mesmo sol-lugar,
[Qual se uma só e já sem nós],
Hoje, planam,
Asas estrelaçadas,
Vôo cadenciado,
A entoar o verbo atemporal
Do infinito;
Restando apenas
Um hiato de lábios entreabertos
Entre o medo, a maravilha
E o êxtase.

Francisco de Sousa Vieira Filho

ARTE: 09ccfc07cc9669d33f587c3507181d42c15867ab_m.jpg [fffound]