segunda-feira, 22 de março de 2010
PRÊMIO DARDOS
Recebi este selo "Prêmio Dardos" da amiga Marília Borges e seu Meridiano Digital, como um espaço que utiliza suas artes fotográficas e textos para transmitir valores culturais, éticos e pessoais.
Gostaria de repassá-lo aos seguintes blogs que reconheço a excelente qualidade de conteúdo:
http://nydiabonetti.blogspot.com/
http://olugarqueimporta.blogspot.com/
http://liricadocastelo.blogspot.com/
http://releiturasdemundo.blogspot.com/
http://razoar.blogspot.com/
http://eumeuoutro.blogspot.com/
http://tasapreciacao.blogspot.com/
http://acordapravidah.blogspot.com/
http://dialogospoeticosimello.blogspot.com/
http://bflor.blogspot.com/
http://ianemello.blogspot.com/
http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com/
http://blognotapreta.blogspot.com/
http://historiadaminhaalma.blogspot.com/
http://ritaapoena.blogspot.com/
http://pensamentoseolhares.blogspot.com/
http://mariaclara-simplesmentepoesia.blogspot.com/
http://walkyria-suleiman.blogspot.com/
http://avassaladora-minhasvidas.blogspot.com/
http://cronicasderobertolima.blogspot.com/
http://poesiacronica.blogspot.com/
http://6vqcoisa.blogspot.com/
http://salvadorarnaublog.blogspot.com/
http://okayempatins.blogspot.com/
Tentei botar quase todo mundo... rs...
:D
Marcadores:
prêmios e 'sê-los'
Selo - superior-scribbler-award
Presente recebido da amiga Carmen Eugênio do Blog Carmen Eugenio
"What is a Superior Scribbler? One who employs mad skillz to communicate in this crazy, crazy world. Who pontificates, explains, memorializes & entertains. Who has a funny bone & is not afraid to use it. Whose cyber-crib we return to again & again, because it just feels right."
~ Melissa B. - The Scholastic Scribe ~
Devo repassá-lo, seguindo as seguintes regras:
Cada Superior Scribbler (SS) deve passar o prêmio para 5 amigos que tenham merecimento
Cada SS deve linkar o autor e nome do blog de quem ele recebeu o prêmio.
Cada SS deve exibir o prêmio em seu blog e disponibilizar o link para o Post Original que explica o prêmio
Cada SS é convidado a visitar o post que explica a atribuição do prêmio e deixar um comentário, adicionando assim o seu nome à Mr. Linky List. Lá eles mantém uma lista atualizada de todos que receberam o prêmio.
Cada SS deve colocar essas regras no seu blog.
Caramba, sou fã de muitos blog´s, mas como só posso repassar a 5, aqui vai [critério: os primeiros que me vieram à mente] rs...:
- Henrique Pimenta - Site Bar do Bardo
- Wania do Blog Encantaventos
- Arianne Pirajá do Blog Tag Me Tender
- Gil do Blog do Blog Essência Dispersa
- Snail Track do Blog Snail Track
Marcadores:
prêmios e 'sê-los'
domingo, 21 de março de 2010
ÀS VEZES
ÀS VEZES...
Às vezes, olho pra você e vejo uma menininha a quem quero oferecer colo e proteger contra todos os males e vicissitudes desta vida, deste mundo.
Às vezes, olho pra você e vejo a irmã a quem quero dar conselhos, como bem faria um irmão mais velho.
Às vezes, eu olho pra você e vejo a amiga com quem quero compartilhar alegrias e tristezas, minhas e suas, porque – acredite – são todas elas nossas!
Às vezes, olho pra você e vejo a mulher que quero estreitar entre meus braços, trazer junto ao peito e beijar, tendo-a então a meu lado como companheira, na longa e poenta estrada da vida.
De uma coisa eu tenho certeza, quer te esteja vendo ou não, quer estejamos próximos ou que a distância de mundos (os mundos diferentes em que vivemos) nos separe...
Eu te amo! E te amarei sempre!
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 67.
ARTE: Luís Royo
Marcadores:
prosa poética
sexta-feira, 19 de março de 2010
A ILHA
A ILHA
Qual o ancião que o triste vão tateia
E segue perambulando na penumbra
É o ente humano e antes que sucumba
Desvencilhar-se, deseja, dessa teia
Numa mão traz consigo fraco archote
A iluminar a escuridão em que imerso
Legado a que Prometeu fizera trote
Que é teu, é meu, e é nosso anverso
Pois que só diminuta porção por vez
Faz brotar conhecimento de seu lume
E esquece na negrura, na decrepidez
O que outrora se lhe era como cume
Assim fazendo transitemos na aridez
Tão pequenino frasco em tal perfume
Francisco de Sousa Vieira Filho
ARTE: fffound - 3677500647_2d04995a97_o
“Navegamos entre arquipélagos de certeza
em meio a oceanos de incerteza.”
Edgar Morin
Qual o ancião que o triste vão tateia
E segue perambulando na penumbra
É o ente humano e antes que sucumba
Desvencilhar-se, deseja, dessa teia
Numa mão traz consigo fraco archote
A iluminar a escuridão em que imerso
Legado a que Prometeu fizera trote
Que é teu, é meu, e é nosso anverso
Pois que só diminuta porção por vez
Faz brotar conhecimento de seu lume
E esquece na negrura, na decrepidez
O que outrora se lhe era como cume
Assim fazendo transitemos na aridez
Tão pequenino frasco em tal perfume
Francisco de Sousa Vieira Filho
ARTE: fffound - 3677500647_2d04995a97_o
Marcadores:
filosófico,
soneto
quarta-feira, 17 de março de 2010
RAISON D'ETRE
RAISON D’ÊTRE
Ao modo de um
Friedrich Nietzsche
Diáfano labor o perquirir
Haja no passado de lutas
Nas franjas mais ocultas
Eco e sombras do porvir
Dar um sentido ao devir
A mais inútil das labutas
O favor com que insultas
A liberdade de ir e vir
Indícios do que não viste
À entropia queres crivar
Inexorável dedo em riste
Por fim resta só o sibilar
De exclamação mui triste
Que tal coisa nem existe!
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 15.
ARTE: http://sampaints.com/2009/10/the-crow-procedure/
Marcadores:
filosófico,
soneto
terça-feira, 16 de março de 2010
TERRA SANTA GUERRA SANTA
TERRA SANTA GUERRA SANTA
“Homo res homine sacra.”
Sêneca
Quem terá dado o primeiro tiro?
Aguda é a resposta que perquiro
Será dele a culpa desta guerra?
Não importa, o mutilado berra
Quem atirou a primeira pedra?
O pecador, de pronto, medra
O que não peca até que poderia
Justo por isso é que jamais faria
Se incoerentes vivem em guerra
Seduzidos por material encanto
A digladiar por território santo
Logo a luz ao véu negro desterra
E qual criança que chora se erra
Seres sagrados caem em pranto
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 68.
ARTE: http://guildwars2.si/galerija/comment-page-1/?album=3&gallery=2&nggpage=5&show=gallery&pid=110
Marcadores:
filosófico,
soneto
domingo, 14 de março de 2010
O LETES DO ESQUECIMENTO
O LETES DO ESQUECIMENTO
Longe estou eu da certeza,
Eqüidistante está a pureza.
Prossigo eu a caminhar,
Por entre sonhos a vagar.
Pensamentos e colagens,
Estranhas paragens,
Tudo confusão!
Movo-me na impressão
Desse estranho guia
Que é a intuição...
Conversas com veladas vozes,
Ou mocos estarão meus ouvidos,
Que me traem feito algozes?!
Mas não esqueço os textos lidos!
E mesmo a trilha que assim percorro,
Parece-me previamente traçada,
Pois, quando à memória recorro,
Das letras, só vejo a imagem embaçada...
Que palavra por mais seca e direta
Não pode ser mostrada
Do Poeta a um poeta
Nessa estranha jornada?
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 34.
ARTE: http://t.sundaybyebye.net/post/108142982/picapixels-9050251-lg-jpg
quinta-feira, 11 de março de 2010
FIAT LUX - MINOR
FIAT LUX - MINOR
Criar não é algo que surge
Do âmago é que regurgita
É como um apelo que urge
Acessos de um’alma aflita
É qual uma dor que refulge
Um nada, que do nada grita
Um reconhecer-se que ruge
O olhar que a si mesmo fita
E é carência que a si sacia
A transcrever em mímese
Ainda que só por hipótese
Aquilo que em si já se ia
O que for capaz de revirar
O que se nos haja de inato
E por fim é ainda o copiar
E refazer tudo num só atoFrancisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 16.
Marcadores:
metalinguagem,
quarteto
quarta-feira, 10 de março de 2010
DA INCERTEZA
DA INCERTEZA
Se incerto é o terreno e o pisar não é seguro,
Se eu terei de passar por areia movediça,
Que me deixem morrer ao encarar tal liça
Pois que, então, ressurgirei bem mais maduro...
Sem trazer comigo arrependimento um,
Ou guardar no peito um remorso algum
De, com vigor, a alma não haver lutado
Que só causa arrependimento o que se faz
O que não se faz é revisto e remontado
Por uma vida inteira, ou até mais.
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 41.
Marcadores:
filosófico,
livre
terça-feira, 9 de março de 2010
FILHA DE BACO
FILHA DE BACO
Banqueteia-se a branca bacante
E entre as pernas suas sou cativo
Pois se no brilho de seus olhos vivo
Se me dominam elas num instante
Que pernas e quadris e que talante
Em meu corpo, a cair, fazendo iso
E de seus lábios um esboço, um meio-riso
Dela sou, pra onde vou, eis o meu guante
E de bom grado é que navego sua nau
Seja pro bem, meu bem, seja pro mal
Que somos um, favor algum, até o final
E se quer saber qual seja o gosto
Que tem seu beijo, e mesmo ao rosto
É puro mosto, creia, é puro mosto!
Francisco de Sousa Vieira Filho
ARTE: http://25.media.tumblr.com/tumblr_ky5hy8I1tL1qzzhs8o1_500.jpg
"a poesia não é menos bela
Que a foto e a menina nela"
"a poesia não é menos bela
Que a foto e a menina nela"
segunda-feira, 8 de março de 2010
EXPERIMENTO
EXPERIMENTO
Amar é qual o mar
Que de tanto se dar
Soa meio egoísta
Por vezes não basta - ah, mar,
Inda que sem fim,
Se tudo nele desemboca.
E bem mais que à boca
Não basta ter...
Quer-se abocanhar,
Possuir, estar...
Se quer mergulhar,
Se quer fagocitar,
E também se quer afago,
Onde não dá pra alcançar
[Um sequer...]
E fugir deste lugar incomunicável
De nós
Encarcerados no eu-só...
[E não-tão-facilmente-desatáveis]
Penso, há de haver sempre solidão,
Enquanto a linguagem
Do corpo, do coração, da alma,
Da boca, da voz e do que seja
Não possibilitar transmitir
O pensamento puro...
Melhor, o sentimento puro,
Puro feeling...
Ah, amar,
Nem tanto ao mar
Mas por que tão terra?
Francisco de Sousa Vieira Filho
Marcadores:
amor,
experimental,
livre
domingo, 7 de março de 2010
METALINGÜAGEM
LIRA PERDIDA
Na página adiante, a fria alvura
É um mar de tão branca secura
Que por tal palavra me faltasse
Na letra ausente eu me afogasse
E tateio, adivinhando a tessitura
Se dela inda estivesse à procura
Qual se a mim mesmo buscasse
Num travo à língua, um impasse
É que falta a cor, se oculta a face
E o próprio verbo criador descura
Qual se do fiat lux se ausentasse
E clama a metalingüística lisura
Na folha maculada, em sua alvura
Que eu a mim mesmo edificasse
['sede oleiros de vosso próprio barro.']
-----------------------------------------------
ATHENE NOCTUA*
Ah, poesia, linguagem caprichosa!
Do bom-ócio grego, o farto ventre
Dúbia e faceira, mansa e chorosa
Qual se nos achega quase sempre
Em sua dança geniosa não se curva
E se ao bel sabor o sentimento turva
Mal se presta a falar o que só pode
Cantar o coração em cifrado códice
Suas belas asas não deixa vergar
A quem só dela foge, se a pretende
Esforço vão, a vil noção conceituar
E em seus profundos olhos tende
Se co'a Filosofia alça vôo acúleo
A desbravar o horizonte cerúleo
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 14.
* Athene Noctua era a coruja de Atenas, símbolo da Filosofia.
ARTE: www.williambennettgallery.com/artists/dali/pictures/large%20v2-DALI1162.jpg
Marcadores:
metalinguagem,
soneto
sábado, 6 de março de 2010
O SOPRO
O SOPRO
A Gabriel García Márquez
Cem anos eu passara conjurando
Fios, teias, mil lamentos
Arrefecendo o peito e cambiando
A toda sorte de tormentos
E cem outros tantos permutando
O fio frágil de mementos
Qual se o viver fosse enlutando
Em tais vis pensamentos
Quisera então que transmutando
Fosse em esquecimentos
Pudesse a memória ir embotando
Nestes débeis linimentos
Se uma tal dor fosse eu matando
Se com tais procedimentos
E um derradeiro laço seu atando
Ao último dos sofrimentos
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. p. 31.
Marcadores:
dedicado,
experimental
quinta-feira, 4 de março de 2010
SONETOS À [IN]FINITUDE DO ENTE E DA ESSÊNCIA
VIDA, EFÊMERA VELA?!
VELA, EFÊMERA VIDA!!
I
Todos os dias eu a vejo queimar
Tranqüila qual a mansidão do mar
Mas, em tempestade, também grita
Por supor que um dia findará aflita
E quem dela vê os detalhes amiúde
Bem sabe, longe repousa a quietude
Seu cerne, o cordão neural, queima
A cera que o reveste derrete, teima
Será a vida qual efêmera vela?
Tola indagação que a razão insulta?
Ou triste a realidade que revela?
Se abismal é a analogia vela-vida
E dialética tal aproximação inculta
Pouco se terá perdido nesta lida.
Francisco de Sousa Vieira Filho
TRAJETÓRIA D'ALMA
A Vida se esvai qual água por entre os dedos
E como a água Ela também não se finda
Somente transmuta, escorre e escapa ainda
Que estejam colados os dedos qual sê-los
E é do tabernáculo das mãos em concha
Que Ela foge e escorre por outros lugares
Peregrina em distantes terras esta monja
Para encarcerar-se então em outros lares
Se é só ao fim da longa trilha da evolução
Que se perfaz concreta tão maior unidade
Entoa o maestro os gestos finais da canção
Quando a gota adentra ao oceano em União
É que terá real noção de que seja Verdade
Francisco de Sousa Vieira Filho
SUBLIME CLARIDADE
Clamamos à mais alta Claridade
Que nos lance derradeiro estertor
Se nos descortine toda a Verdade
Pela força e fé no Supremo Amor
Que Saibamos ser mais que húmus
O Fulgor que jaz em cada homem
Sendo a Centelha mais que fumus
Mais que dor pela qual nos tomem
Até a simples réstia que faça jorrar
Do alto da Montanha, lá da Crista
É-nos imensa fonte e infinito mar
Ensina-nos a palmilhar a tua Pista
Encerrada no tênue brilho do olhar
Francisco de Sousa Vieira Filho
FONTE: VIEIRA FILHO, Francisco de Sousa. Lira Antiga Bardo Triste. Teresina - PI: Gráfica e Editoria O Dia, 2009. v. 500. pp. 49, 57, 60.
ARTE: http://www.qualified-lifecoach.com/images/1DeviantArt.jpg
Marcadores:
filosófico,
soneto
Assinar:
Postagens (Atom)















